domingo, dezembro 28

Cinco verbos da sorte para a virada do ano



A virada do ano é aquela hora em que você para e reavalia a vida. Olha as metas traçadas no final do ano anterior e não raro percebe que deixou muito a desejar e se culpa, e se angustia, e escreve uma tonelada de metas para o ano vindouro.

Quero propor, aqui, uma pequenina meditação quanto à existência, a virada do ano e as metas a serem traçadas. Proponho cinco verbos (da sorte):

1 – Agradecer. Gratidão por todas as oportunidades que surgiram ao longo de 2014. De tudo o que vivemos, fica uma lição para a vida toda. As escolhas que fizemos, certas ou “erradas”, fazem parte de nós. Aceitá-las é parte importante do aprendizado no Caminho.

2 – Perdoar. Primeiro, perdoar-se: eis um ato de profunda e inequívoca libertação, pois nada nos prenda mais que aquela culpa talvez silenciosa que nos agride constantemente a alma com acusações infrutíferas.

Somos ainda meninos, não importa a idade que tenhamos, a ensaiar os primeiros passos na senda da solidariedade e da compreensão. Tropeçar, cair, ralar os joelhos, esbarrar nos coleguinhas, isso tudo é cenário do nosso Jardim da Infância existencial. Se bem observarmos, nossos erros sequer deveriam ofender-nos, desde que o nosso coração esteja aberto ao aprendizado em face do comportamento equivocado.

Segundo, você quer mesmo ficar remoendo as dores causadas pelos esbarrões, mordidas, cotoveladas dos seus colegas do Jardim da Infância? Saiba que quando crescer, você rirá de todas essas coisas. Então, se você se ofendeu, o melhor é perdoar logo.

3 – Saber-se. Conhecer a si mesmo é a chave para libertar, em nós, a ave aprisionada da ignorância. Saber o que nos move. O que nos estagna. O que nos enternece. Saber o porquê de nossas dores, a origem do sofrimento, a origem da esperança, os alicerces da fé… Isso é o que nos liberta.

4 – Desejar o essencial. O mundo em que vivemos é uma fábrica ininterrupta de vaidades vazias. Nele, o desejo de ter o supérfluo tem causado severas doenças emocionais.

Para grande parte dos homens, você só é na medida em que você tem posses materiais. Então o homem crê nessa inverdade e cria necessidades falsas, originadas na competição e no individualismo, e isso nada de bom nos acrescenta.

Desejemos, pois, o essencial. Aquilo que nos seja imprescindível à alegria: que haja crianças correndo no jardim, cheiro de café fresco logo ao levantar da cama, nuvem engraçada do céu… pão, água, teto, alegria e esperança, e que você possa dividir tudo isso com alguém, pois as essências, sempre que divididas, multiplicam-se.

5- Ser você mesmo. No ano de 2015,  seja VOCÊ MESMO! Conhecendo-se, perdoando-se, grato por existir, desejoso do essencial e sempre apto a buscar a sua própria essência, em sintonia com a Vida, com o próximo, com o Planeta.

 Afinal, você é, a um só tempo, o lapidador e o diamante. Joia rara, cara e única com que o Universo presenteou a Humanidade. Estilhaço de estrela… Centelha invisível do raio mais perfeito do Sol. Que o seu 2015 tenha a sorte de contar com você!
By: Nara Rúbia Ribeiro (Escritora, advogada e professora universitária)

quarta-feira, dezembro 24

Feliz e abençoado Natal!




"Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos, de todas as pessoas que me querem bem, de todas as pessoas que eu quero bem.
Os amigos antigos e os mais recentes.
Aqueles que vejo todo dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que muitas vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, e os que sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas superficialmente.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Uma árvore de raiz muito profunda, para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todos os lados venham se juntar aos já existentes.
De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um momento de repouso e tranquilidade em meio às lutas da vida."
Desejo, com fervor, que o Natal esteja vivo em cada um de nós e que se mantenha em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor, a paz, a união e a fraternidade.
Feliz Natal!

domingo, dezembro 14



Os dezembros possuem um aroma  almiscarado de saudade com esperança.
Dezembro é a encruzilhada,
princípio e fim ao mesmo tempo, o ano corrente se despede enquanto o ano novo vem venturoso e repleto de possibilidades.

Dezembro é sempre mágico,
é o encontro ímpar de passado e futuro,
é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas do que não volta mais, e do sorriso de expectativa.

Dezembro é Natal,
é beleza, é o momento da redenção,
da Fé, do perdão, de lembrar dos esquecidos,
dos desesperados, de enxergar além do próprio umbigo.

Dezembro é o mês de sermos mais
humanos e estarmos mais sensíveis.

Dezembro é exceção,
mas deveria ser rotina,
é exemplo e deveria ser seguido.

Dezembro é o mês em que nos
tornamos melhores,
seja para compensarmos o que não
fomos o ano todo,
seja para começarmos a mudar para
o ano que chega.

Dezembro é festa.
Réveillon,
pedidos escritos a lápis em papéis virgens e
raramente lembrados depois,
flores jogadas ao mar com refluxo ansiosamente aguardado e
crenças repentinas e fugazes que
geralmente se dissipam com a fumaça dos fogos.

É promessa de mudança,
é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão
mais conosco e abrilhantavam nossos
dias ou mesmo eram a razão
principal deles.

É hora de repensar os erros e não
mais cometê-los,
é o momento de repassar os acertos
e aprimorá-los.

Dezembro é o prelúdio do futuro,
é a chave do recomeço,
é a estação final do passado,
a conexão com o futuro,
o momento de arquivar o que passou
de forma que possa ser facilmente
consultado depois.

Dezembro é extremo, é decisivo,
é palco de todas as recordações,
é mais um álbum que se fecha.

Dezembro é quando eu me
lembro mais da minha impermanência
e de que sou só um grão de areia
oscilando ao sabor das dunas intermitentes
do destino que nunca cansam
de se modificar.

Dezembro ainda é um ótimo
mês para nascer!
By: Leonardo Andrade

domingo, novembro 30



Venha DEZEMBRO... entra e surpreenda-nos!

Pai Celestial, no último mês do ano:
Transforme ódio em amor,
Tristezas em alegrias,
Obstáculos em vitórias,
Problemas em esperanças,
Fraquezas em forças.
Abençoe nossos lares e nossas vidas.
Que DEZEMBRO seja um mês de bençãos!


Freud em Wall Street

A felicidade não está concentrada nos pronunciamentos do ministro da Economia, nem na cobertura com quatro suítes anunciada no jornal, nem na concessionária da esquina. A felicidade tampouco está em algum serviço com prefixo 0900, não está em Bali e nem na farmácia que vende antidepressivo sem receita. Essa tal felicidade, mais procurada que bandido de história em quadrinhos e filho desaparecido, não mora num único endereço. Ela tem uma escova de dentes em cada lugar.


Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos.

Digamos que seus bens restrinjam-se a um cônjuge e dois filhos. Um tesouro. Mas, independente de quanto eles valham, não irão sanar as dívidas que seu coração um dia irá cobrar. O amor deles por você, por maior que seja, não será suficiente para pagar o servilismo de uma vida, a dedicação integral, o preço das fantasias não vivenciadas. Seu cônjuge, com o tempo, pode ficar maníaco, repetitivo, sem muito valor de revenda. Os filhos vão bandear-se para outros mercados e precisarão menos de sua auditoria. Família é que nem poupança, o investimento mais seguro que existe, mas fica a sensação de que se está perdendo alguma ótima oportunidade. Invista, pois, na família, mas mantenha outras reservas.

Uma profissão, pra começar. Deposite seus melhores neurônios nessa conta e corra atrás da rentabilidade.

Uma viagem. Duas. Várias. Retorno garantido, desde que você não invente de voar pela Air Cazaquistão.

Um hobby. Pintura, aeromodelismo, internet, pólo aquático, uma horta, origami, criação de orquídeas, voluntarismo. Um prazer secreto, cuja senha só você conheça.

O excedente aplique em livros, discos, cinema, num bom par de tênis, num colchão box spring, em silêncios, luares, conversas, sexo e num computador. Na falta de dinheiro e noções de informática, vale um grosso caderno de pauta. Escreva. Sonhe. Enlouqueça uma hora por semana.

Não espere toda a felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúrias.
By: Martha Medeiros

segunda-feira, novembro 24


Querido Deus...
Obrigada pelo dia que está terminando.
Obrigada pelas graças e bençãos recebidas.
Obrigada pela Tua presença constante.
Obrigada pelo teu amor incondicional.
Obrigada por restaurar minha fé e minha esperança todas as manhãs e muito obrigada por me guiar e me proteger. Apesar das lutas e dos problemas enfrentados, tenho plena convicção que a Sua mão me sustenta todos os dias! Que venha mais uma semana, que seja surpreendente, cheia de surpresas, emoções e que não falte a tua presença, amém!


sábado, novembro 22




Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.  Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. 

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. 

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. 

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. 

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. 

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. 

Ah! Também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
By: Martha Medeiros

terça-feira, novembro 18




Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém... 
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali? 

Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado? 
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV... 
E você gelou porque o bom daquele momento já passou... 

E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue? 

Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso? 
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo? 

Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa? 
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou? 

Para essas perguntas existem muitas respostas... 
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si... 
Mas sim o sentimento... 

Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal... 
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra... 
Então, qual a moral disso tudo? 

Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa... 
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje! 
Não deite com mágoas no coração. 
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz! 
E comece com você mesmo.
By: Martha Medeiros

domingo, novembro 9





Delicadeza não se ensina, é diferente do respeito. Delicadeza é temperamento, não se obtém com a idade, não é uma promoção da sensibilidade, não vem com a educação ou com a imitação dos pais. Delicadeza é um defeito maravilhoso, uma entrega irreversível. É uma loucura do bem, uma paranóia sadia. Oferecer mais do que foi pedido, oferecer-se à toa. Sucumbo diante da delicadeza: a delicadeza é gentileza refinada.

Não  é um hábito, mas uma missão.

A delicadeza é vontade de abraçar com as palavras, beijar com as palavras, assumir as palavras. Gentileza não é para qualquer um. Não é boa ação , não é ajudar alguém atravessar a rua, mas ajudar a atravessar o rosto. Gentileza não pede recompensa, não conta pontos ao paraíso. Gentileza é ser mais do que estar. É cuidar sem precisar ser cuidado. É compreender sem necessitar perguntar. É uma compaixão por aquilo que não presta, mas que tem muito sentido. É passar livros que se gosta adiante, roupas que se gosta adiante, lembranças que se gosta adiante.  Quem acumula não é gentil, gentil é quem não se economiza, não deseja colecionar pertecimentos. Delicadeza é uma felicidade que não acaba nem com a tristeza. É uma gana de viver que não termina nem com a dor. Delicados são os que guardam uma letra de música para dizer um dia a sua companhia predileta, é dançar coladinho na sala com a própria voz, é lavar pratinhos dos vasos na chuva.É se importar com aquilo que tem necessidade, é criar necessidades do nada. É perder tempo pensando no outro mais do que em si mesmo, é ceder espaço para o outro mais do que a si mesmo. É um gesto natural, amar a disposição, amar o que vem pelo acaso, amar o capricho, fazer as coisas tão acabadas que o embrulho é o próprio presente. Gentileza é uma paixão responsável.É quase uma telepatia se não fosse presença completa. A presença é sempre maior do que a telepatia.

Gentileza nunca é forçada, é espontânea ou não é, não pode ser explicada, não pode ser cobrada.

Ela não ocorre uma vez ao dia – ela é um estado permanente da audição, é segurar o mundo pelos ouvidos. A gentileza é a generosidade mais verdadeira, porque não depende de ninguém, não é um investimento, não traz juros para fé. Irrompe como um riso, e não tem autoria como a alegria.
É de todos em você.
By: Fabrício Carpinejar

domingo, novembro 2

OS RIOS DENTRO DE NÓS


Afeto e desejo raramente se encontram na vida dos homens
Afeto e desejo são sentimentos gêmeos. Em alguns momentos da existência eles se ignoram, em outros parecem inseparáveis. Na vida dos homens, mais do que das mulheres, eles são como rios paralelos que às vezes se esbarram, mas raramente se encontram. Por isso é tão mais difícil para os homens encontrar prazer e sentimentos duradouros. Por isso não conseguem estar inteiros nas relações – porque vivem divididos por dentro.  

Acho que essa dificuldade explica parte das contradições que os homens exibem o tempo inteiro. “Ele disse que estava apaixonado, mas logo depois mostrou que não estava”: era o desejo falando, sem o amparo duradouro do sentimento. “Ele foi embora, mas voltou logo depois, dizendo que me amava”: o corpo da outra precisou estar ausente para o sujeito perceber os próprios sentimentos. “Ele parecia tão interessado quando eu não queria, depois que eu me apaixonei ele sumiu”: o desejo enlouquece com o que ainda não tem, e pode se cansar rapidamente depois de saciado. Afetos são mais constantes e duradouros. 

Nenhum desses comportamentos é exclusivamente masculino, mas eles são mais visíveis nos homens – embora a gente escute reclamações, cada vez mais frequentes, de que as mulheres estão agindo de forma igualmente egoísta e superficial. Num mundo ordenado cada vez mais profundamente pela lógica da posse e do consumo, ninguém está imune a se portar como colecionador serial de corpos e pessoas descartáveis. Pode ser, mas o convívio sugere que mulheres ainda são mais atentas aos próprios sentimentos, e que eles falam mais de perto com as sensações delas de prazer.  

Dou um exemplo: mesmo homens maduros podem se descobrir à beira de um colapso nervoso ou de uma depressão enquanto se relacionam, simultaneamente, com um bando de mulheres. O sujeito está péssimo, mas continua ali, tentando resolver sua angústia num mar de... mulheres. É mais difícil achar uma mulher numa situação dessas. Mesmo aquelas que poderiam abusar do corpo ou do carisma agem de outra forma. Uma rápida peneira afetiva faz com que o bando de candidatos ou fiquetes seja reduzido a um (ou dois) que tenham significado emocional. O resto dança. As mulheres são menos propensas a se perder num mar de corpos. Os homens, para o bem e para o mal, parecem às vezes ter nascido para isso - ainda que os corpos sejam somente imaginários. 

Outro dia, uma aluna de jornalismo que está fazendo um trabalho de conclusão de curso me fez a pergunta de um milhão de reais: o que é o amor para você? Na hora, claro, eu respondi bobagens prolixas. Horas depois me ocorreu uma resposta mais simples, que tem a ver com o assunto do qual estamos tratando. Amor é foco. Amar é sentir que a vida se condensa em torno de um sentimento e de uma pessoa, e por isso se torna deliciosamente simples, tanto quanto intensa. As dúvidas e os problemas recuam para o segundo plano. O tédio, o medo, a confusão se dissolvem num grande sentimento claro e límpido. Ele é como o facho de luz que atravessa uma lente e se transforma, do outro lado, num único ponto rutilante. 

Essa definição de amor significa o contrário da multidão de corpos. Ela é sinônimo de escolha e singularização. Talvez por isso seja difícil de atingir, e ainda mais difícil de manter. O desejo que se desloca de um corpo para outro, sem passar pelo filtro rigoroso e constante do afeto, é o contrário da seleção. Ele não implica em renúncia nenhuma, e talvez não leve a lugar algum. 

Não sei se o desejo inquieto dos homens algum dia será coletivamente diferente, mas, pessoalmente, individualmente, ele muda. Com o passar do tempo, cresce de maneira imperceptível a vinculação entre sentimento e desejo na vida dos homens. O sujeito não se torna necessariamente mais constante, mas o desejo dele começa a ser subordinado a critérios que as mulheres talvez reconheçam, por serem afetivos – ele deseja quem conhece melhor, deseja mulheres de quem gosta. Aquela dona escultural de quem ele nem sabe o nome é uma delícia, mas não é com ela que ele sonha embaixo do chuveiro. 

O desejo profundo passa a incluir formas de intimidade e acolhimento. Continua volátil, ainda insiste em ser voraz, mas cada vez está mais vinculado aos afetos. Os rios do amor e do desejo cuidadosamente se aproximam. Talvez uma vida não seja suficiente para que se juntem, mas quem realmente sabe? 
By: Ivan Martins. Editor Época.

domingo, outubro 26

- TEMPOS DIFÍCEIS -


Estamos vivendo tempos difíceis em que o amor anda desabrigado, os corações embrutecidos, desconfiados e amargos, as pessoas inconsequentes, sem respeito algum pelo próximo. 

As palavras saem como flechas dos lábios, as atitudes impensadas ferem como punhal, e a compaixão, a misericórdia, a paciência, a humildade, a simplicidade, a educação, os bons costumes perderam o lugar para a soberania do "eu" . 

Todos querem mudança, mas ninguém se dispõe a mudar; briga-se por um lugar, mas não há quem conserte o que é preciso consertar (o pensamento ). 

Estamos vivendo aos gritos e nem sequer percebemos que é preciso calar para que a paz e as verdades tomem o seu devido lugar.
By: Cecília Sfalsin



domingo, outubro 19

QUE POSSO DESEJAR PARA VOCÊ, HOJE?



"Que as verdadeiras amizades continuem.
Que as lágrimas sejam poucas, e compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam festejadas por todos.
Que o carinho esteja presente em um simples olá,
ou em qualquer outra frase mesmo que digitada rapidamente.
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades, novos amores, novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida apontando o caminho correto.
Que as coisas pequenas como a inveja ou desamor, sejam retiradas de nossa vida.
Que aquele que necessite de ajuda encontre sempre em nós uma animadora palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Que o perdão e a compreensão superem as amarguras e as desavenças.
Que este nosso pequeno mundo virtual seja cada vez mais humano.
Que tudo que sonhamos se transforme em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nossa meta absoluta.
Que nossa jornada de hoje esteja repleta de flores.
Que a Felicidade momentânea da Vingança, ceda espaço para a Felicidade eterna do Perdão.
Neste dia mais que nunca, 
desejo para você tudo o que há de melhor no Universo,
e que seus sonhos sejam todos realizados."


sábado, outubro 18





"A divergência e o debate são comuns e saudáveis em uma democracia. Podemos discordar em muitos pontos, mas tenho certeza que concordamos nos principais valores básicos, essenciais à sociedade que sonhamos para o futuro.
Podemos discordar das privatizações, mas não precisamos aceitar que a
roubalheira, o aparelhamento político e a incompetência tomem conta das nossas estatais.
Podemos admirar os programas sociais do PT, mas não precisamos aceitar um governo que mente descaradamente que seus adversários acabariam com eles em um óbvio terrorismo eleitoral.
Podemos não gostar dos EUA, mas não precisamos apoiar um governo que se alia às piores ditaduras do mundo e defende países terroristas.
Podemos não gostar da Globo ou da Veja, mas não precisamos de um governo que tenta controlar a imprensa.
Podemos não gostar do PSDB, mas não podemos aceitar um governo, que se dizia guardião da ética, viver mergulhado em escândalos diários, e se aliar e defender a escória da política nacional...
Podemos não gostar do Aécio, mas não podemos permitir que todas essas
práticas sejam incentivadas, premiadas e perpetuadas.
Podemos querer outras alternativas, mas não podemos deixar no poder uma quadrilha cuja cúpula, mesmo presa na Papuda, é tratada como heróis e continua filiada ao partido!
Não podemos deixar que continuem a sambar na nossa cara, infiltrando membros no STF para livrar seus pares, comprando o legislativo com mesadas, sangrando nosso país em benefício próprio e de ditaduras e pseudodemocracias. Se fizermos isso será um atestado de que somos tão sem-vergonhas quanto eles, que NADA nos choca e tudo pode nessa terra porque não temos mais qualquer capacidade de indignação.
Se você não concorda com isso, é hora de mudar. Voto nulo, branco ou abstenção é o mesmo que endossar suas práticas.
É hora de união contra aqueles que tentam rachar o país, com um discurso irresponsável e preconceituoso de "nós" contra "eles", "pobres" contra "ricos", "negros"
contra "brancos", "povo" contra "elite branca"...
Ricos, pobres, mulatos, negros, brancos, sudeste, nordeste, centro-oeste, norte, sul, todos juntos contra a podridão desse grupo corrupto e incompetente."
(O texto não é meu, é de todo brasileiro que cansou e quer um país melhor).

domingo, setembro 28

- PARA TI -

Para ti criei todas as palavras 
e todas me faltaram 
no minuto em que talhei 
o sabor do sempre.

Para ti dei voz 
às minhas mãos 
abri os gomos do tempo 
assaltei o mundo 
e pensei que tudo estava em nós 
nesse doce engano 
de tudo sermos donos 
sem nada termos 
simplesmente porque era de noite 
e não dormíamos 
eu descia em teu peito 
para me procurar 
e antes que a escuridão 
nos cingisse a cintura 
ficávamos nos olhos 
vivendo de um só 
amando de uma só vida.
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"



domingo, setembro 21

- PRIMAVERA, BEM-VINDA!
















Sinto cheiro de flores
De todas as cores
Flores atrevidas
Cravos, rosas e margaridas
Sinto cheiro de harmonia
Pétalas exalando perfume
Como se fosse costume
Semear alegria
Pressinto a chegada
De um tempo bom
Tempo de calmaria
De flores brotando na rua
Alimentando pássaros
Florindo casas... Minha e tua
Sinto que é chegado o momento
Do frio e o escuro dar lugar a cor
De trazer novos ventos
Sentimentos
Que soprem a nosso favor...
By: Joana Tiemann

domingo, setembro 14

- O AMOR NUNCA FALHA -


"O amor não é retardatário, nem adiantado, ouvi dizer. 
Ele chega quando tem que chegar, de surpresa, como tudo de bom na vida. 
Chega quando o coração precisa, não quando quer. 
Chega quando a alma sonha, não quando o corpo pede. 
Chega como um verso doce, um vinho bom e um perfume inesquecível. 
Traz ou deixa lembranças, afetos, carinhos, vividos, amados, sonhados. 
Um dia, meio desacreditada do amor, alguém me disse para ter calma pois o amor nunca falha. 
E por mais que eu diga que não tenho esperanças, a verdade é que sinto aqui dentro, bem no meu íntimo, uma sementinha de crença desabrochar. 
Ela cresce em mim, verdinha, linda. E eu, sinceramente, espero que dê frutos."





"Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe." By: Rubem Alves

domingo, setembro 7

- EU TE DEVOTO -


Se você tem um homem ou uma mulher que lhe ama, é muita sorte.
Mas existe algo maior do que o amor: a devoção.
Se você tem um homem ou uma mulher devota, não é apenas sorte, e sim milagre.
O devoto jamais desistirá de você, é amor até depois da morte.
Ele não tem orgulho, tem fé. No orgulho, só cabe um. Já a fé tem espaço para todo o casal.
O voto matrimonial será cumprido realmente pelo devoto (quem ama às vezes não aguenta cumprir a declaração à risca):
“Prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida."
O devoto foi feito de pele de aço e alma de vidro. Encontra explicações na própria esperança, mesmo quando não é retribuído ou correspondido. Pode ser criticado, ofendido, abandonado, esquecido, maltratado, torturado e não vai desistir.
Ele sofre pelos dois, e se acalma pelos dois. Ele briga pelos dois e se desculpa pelos dois.
Tenho pena do devoto e também admiração.
Nenhum de seus amigos e familiares será capaz de entendê-lo. Porque ama demais, se doa demais, se quebra demais.
É amargamente ingênuo, docemente compreensivo.
Vive mudando sua perspectiva para encaixar a convivência. É um otimista da ação, apesar da tônica pessimista de sua rotina.
Renuncia os objetivos em nome do casamento, da recuperação do casamento, da melhoria do casamento, que talvez nunca venha.
Enquanto é natural procurar motivos externos para justificar a tristeza, o devoto se concentra nas lembranças boas, ainda que raras, para proteger sua vontade de viver.
O devoto é um guerrilheiro da relação, um apaixonado vitalício.
Tem o desespero de ajudar sempre, em atender os pedidos antes de pensar em si.
Ele cessa qualquer trabalho para acolher a súplica de sua companhia. Nunca volta de uma viagem desprovido de uma lembrança, desenha a saudade nos vidros de sua paisagem, derrama-se em reticências nas mensagens. Não encara o nome de sua amada ou amado no celular sem tremer.
Quem ama dorme bocejando, o devoto dorme suspirando.
Quem ama acorda pedindo espaço, o devoto acorda pedindo abraço.
O devoto vai além da compreensão. Escreve cartas, deixa bilhetes de manhã, prepara surpresas, inventa festas. Incansável em sua busca por ser inesquecível.
Ele pode, inclusive, se piorar para não ser melhor do que sua companhia. Ele pode se sonegar para se equiparar ao que recebe.
Eu te devoto supera o Eu te amo.
O único empecilho é que um devoto precisa encontrar um outro devoto para ser feliz.
By: Fabrício Carpinejar






sábado, setembro 6

- BERNARDO, FELIZ ANIVERSÁRIO! -





Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.
By: Cecília Meireles




domingo, agosto 31

- VOCÊ MAIOR -




As redes sociais alimentam, mas não são as únicas responsáveis pela egolatria que tomou conta do mundo. Vivendo numa bolha chamada sociedade de consumo, cada um de nós passou a ser encarado como um produto e, como tal, precisa se vender.

Para se colocar bem no mercado do amor e no mercado de trabalho, tornou-se obrigatório apresentar um perfil, e então tratamos de falar muito sobre nós, sobre nossos atributos e tudo o que possa fazer a gente avançar em relação à concorrência, que não é pequena. Somos os publicitários de nós mesmos, uns mais discretos, outros mais exibidos, mas todos procurando encantar o próximo, que propaganda nada mais é do que isso: a arte de seduzir.

Contraditoriamente, quando se torna necessário falarmos não de nossos atributos, mas de nossas dores, de nossas inseguranças e de nossos defeitos, fechamos a boca. Mesmo os que estão bem perto, aqueles que nos são íntimos, não escutam a nossa voz. Calamos por temer um julgamento sumário. Produtos precisam ser eficientes, não podem ter falhas.

A boa notícia é que tudo isso é um absurdo. Não somos um produto. Não precisamos de slogan, embalagem, jingle. Estamos aqui para conviver, e não para sermos consumidos. E, se quisermos que realmente nos conheçam, o ideal seria parar de nos anunciarmos como o último copo d’água do deserto.

O documentário Eu Maior, um dos trabalhos mais tocantes a que assisti nos últimos tempos, traz o depoimento de filósofos, artistas, cientistas e ambientalistas sobre quem verdadeiramente somos e como devemos nos relacionar com o universo. Entre várias colocações ponderadas, teve uma de Marina Silva que tomei como uma lição de comportamento: “Você descobre a qualidade de uma pessoa não quando ela fala de si, mas quando ela fala dos outros”.

Ou seja, o que revela sua verdadeira natureza são os comentários venenosos que costuma distribuir ou os elogios que faz sobre amigos e desconhecidos. São as fofocas que oculta para não menosprezar seus semelhantes ou que espalha por aí, acrescentando uma maldadezinha extra. Você é avaliado de forma mais precisa através da sua capacidade de enaltecer o positivo que há ao seu redor ou de propagar o negativismo que sobressai em tudo o que vê.

Você demonstra que é uma pessoa maior – ou menor – de acordo com sua necessidade de diminuir ou de valorizar aqueles que o rodeiam, de acordo com um olhar que deveria ser justo, mas que quase sempre é competitivo. É através das suas palavras amorosas ou das suas declarações injuriantes que os outros saberão exatamente quem é você – pouco importando o que você diga sobre si mesmo.
Sobre você mesmo, deixe que falemos nós.
By: Martha Medeiros

- AMIGOS -




Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
By: Oscar Wilde

-O MUNDO DÁ VOLTAS -



"As situações mudam a todo instante, por isso é importante sempre viver dignamente e respeitar o próximo acima de tudo. 
O mundo dá voltas. Não maltrate ninguém, não humilhe ninguém. Como diz um antigo provérbio chinês: 'Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos.'
Tempo e circunstâncias podem mudar a qualquer minuto. Por isso, não desvalorize ou machuque ninguém a sua volta. Você pode ter poder hoje, mas lembre-se: o tempo é muito mais poderoso do que qualquer um de nós!
Uma árvore faz um milhão de fósforos, mas basta um fósforo para queimar milhões de árvores. Portando, seja bom. Faça o bem." 
By: Carlos Hilsdorf

domingo, agosto 24

- Cheiro de Alecrim -



" Acho tão bonito casais que duram. Não importa o tempo, o que vale é a intensidade. Querer estar junto vale muito mais do que estar junto há 20 e tantos anos só por comodidade. Sei que estou falando obviedades, mas hoje vi um casal de velhinhos na rua.


Me doeu de uma forma linda. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. A gente vê uma cena e o coração fica emocionado. Nos dias de hoje, com tanta tecnologia, com tanta correria, com tanta falta de tempo, com tanto olho no próprio umbigo e nos próprios problemas, com tanta disputa pelo poder, pelo dinheiro, por ter mais e mais, sei lá, acho bonito ver um casal de velhinhos na rua.


A mão, enrugadinha, segura a outra mão. A outra mão, por sua vez, segura uma bengala. Falta equilíbrio, sobra experiência. Falta a juventudade, sobra história para contar. Falta uma pele lisa, sobram marcas de expressão que contam segredos. Envelhecer não é feio. Em tempos de botox, a gente devia olhar um pouco para dentro. De si. Do outro. Do amor.


As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.


Os casais antigos são mais pacientes com os erros e os defeitos do outro. Não acho que mulher tem que ser dona de casa e aceitar um par de chifres. Mas acho que a mulher tem que entender que o homem é diferente. E vice-versa. A mulher quando quer ajuda quer agora e não daqui a cinco minutos. Diferenças de gênio, diferenças de gênero. E que bom que elas existem. E que bom que existem casais com cabelos bem branquinhos e olhares meigos para nos lembrar que o amor pode durar, sim."

Clarissa Corrêa

- As 4 Leis da Espiritualidade Indiana -




"A primeira diz:
A pessoa que vem é a pessoa certa.
Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: 
Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum 'se eu tivesse feito tal coisa…' ou 'aconteceu que um outro…'. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz:
Toda vez que você iniciar é o momento certo.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: 
Quando algo termina, ele termina.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado."

domingo, agosto 17

- SIMPLES ASSIM -




"Que os sorrisos sejam eternos. Que os amores sejam reais. Que os sonhos sejam possíveis. Que a vontade de ficar seja maior que a vontade de ir. Que os dias sejam doces. Que a vida seja calma. Que a gente tenha paz. Que a felicidade nos alcance. Que a gente viva bem. " 

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe..."
Vinicius de Moraes

"Respira fundo e se renova...
Porque Deus é oxigênio, e respirando fundo ele nos abraça por dentro."

"O Universo conspira a favor de quem não conspira contra ninguém." 

"Não ficamos velhos, ficamos incríveis."

"Supera-te! Ousa-te! Entrega-te!"
Celeste Simões

"INSPIRA, RESPIRA e principalmente...NÃO PIRA!"

terça-feira, agosto 12

- ROBIN WILLIAMS -




Sem conhecer as pessoas, por meio de seus personagens, mudou a vida de muitas, incentivando-as a mudar seus conceitos de vida.

Foi o "Homem Bicentenário", mostrando-nos que até uma máquina sabe o quão importante é sentir-se vivo.

Foi "O Amor Além da Vida", mostrando-nos que a vida continua e que os sentimentos não se perdem.

Como professor, na "Sociedade dos Poetas Mortos", falou-nos de valores maiores que os monetários, da arte da poesia e da leitura e do entusiasmo.

Em "Patty Adams" mostrou que, de fato, o amor é contagioso.

E deu "Good morning Vietnam" pelas ondas do radio mostrando que todos precisam receber um bom dia, mesmo na guerra.

Agora, fecharam-se as cortinas, encerra-se o espetáculo de um ator dinâmico, intenso e, paradoxalmente ao fato, cheio de vida para dar, mas, infelizmente não para vivê-la, pelo menos na matéria. O que lhe aconteceu, o que lhe motivou, por que, em tese, desistiu?

Somente ele o sabe. A nós, outros, figurantes da vida alheia, não nos cabe juízo de valor.

Nossas preces para você amigo das telas, em agradecimento pelo que fez por meio de seus personagens. Você lutou, pode, aparentemente ter perdido, mas só a batalha do momento. Não há poeta morto, somos mais que bicentenários, o amor está nessa e além dessa vida, é contagioso e o bom dia não será mais para o Vietnam, mas para a vida.

Deus o abençoe e o fortaleça, pois a vida continua e você tem muito ainda o que fazer.
By: Simão Pedro de Lima

domingo, agosto 10

- FELIZ DIA DOS PAIS -




"Este homem que eu admiro tanto, com todas as suas virtudes e também com seus limites. Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento, mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.

Este mestre contador de histórias traz em seu coração tantas memórias, espalha no meu caminhar muitas esperanças, certezas e confiança.

Este homem alegre e brincalhão, mas também, às vezes, silencioso e pensativo, homem de fé e grande luta, sensível e generoso.

O abraço aconchegante a me acolher, este homem, meu pai, com quem aprendo a viver. Pai, paizinho, paizão… meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo: infinito é teu coração.

Obrigado, PAI, por orientar o meu caminho, feito de lutas e incertezas, mas também de muitas esperanças e sonhos."

sexta-feira, julho 25

- ATITUDE -





"Quanto mais tempo eu vivo, mais percebo a importância da ATITUDE na vida de uma pessoa. 

ATITUDE, para mim, é mais importante que os fatos.

É mais importante que o passado, a educação, o dinheiro, as circunstâncias, as falhas, o sucesso; mais importante do que outras pessoas pensam, falam ou fazem. 

É mais importante que a aparência, o dom ou habilidade. 

Ela irá construir ou quebrar uma empresa, uma igreja, um lar.

O importante é que temos a escolha diária com relação à ATITUDE que vamos tomar para aquele dia. 

Não podemos mudar o passado, não podemos mudar o fato de que as pessoas irão agir de determinada maneira. 

Não podemos mudar o inevitável. 

A única coisa que podemos é FAZER com aquilo que temos: Com nossa ATITUDE.

Estou convencido de que a vida é dez por cento o que acontece e noventa por cento como reajo a isso. E assim é com você.

Somos responsáveis pelas nossas atitudes.

E você, tem tomado as atitudes certas na vida?"

segunda-feira, julho 21

FIDELIDADE OU LEALDADE?


A gente se preocupa demais com uma e esquece da outra, 
que talvez seja mais importante.


Nos últimos dias, ando apaixonado pela palavra “lealdade”. Deve ser por causa de um livro que estou terminando, um romance sobre antigos amigos e amantes que voltam a se encontrar e precisavam acertar suas diferenças. Eles já não se gostam, mas confiam um no outro. Eles deixaram de se amar, mas ainda se protegem mutuamente. Isso é lealdade, em uma de suas formas mais bonitas. Lealdade ao que fomos e sentimos.
Ao ler o romance, me ocorreu que amar é fácil. Tão fácil que pode ser inevitável. A gente ama quem não merece, ama quem não quer nosso amor, ama a despeito de nós mesmos. Tem a ver com hormônios, aparência e sensações que não somos capazes de controlar. A lealdade não. Ela não é espontânea e nem barata. Resulta de uma decisão consciente e pode custar caro. Ela é uma forma de nobreza e tem a ver com sacrifício. Não é uma obrigação, é uma escolha que mistura, necessariamente, ideias e sentimentos. Na lealdade talvez se manifeste o melhor de nós.
Antes que se crie a confusão, diferenciemos: lealdade não é o mesmo que fidelidade, embora às vezes elas se confundam. Ser fiel significa, basicamente não enganar sexual ou emocionalmente o seu parceiro. É um preceito, uma regra que se cumpre ou não se cumpre, uma espécie de obrigação. O custo da fidelidade é relativamente baixo: você perde oportunidades românticas e sexuais. Não tem a ver, necessariamente, com sentimentos. Você pode desprezar uma pessoa e ser fiel a ela por medo, coerência, falta de jeito ou de oportunidade. Assim como pode amar alguém perdidamente e ser infiel. Acontece todos os dias.

Lealdade é outra coisa. Ela vai mais fundo que a mera fidelidade. Supõe compromisso, conexão, cuidado. Implica entender o outro e respeitá-lo no que é essencial para ele - e pode não ser o sexo. Às vezes o outro precisa de cumplicidade intelectual, apoio prático, simples carinho. Outras vezes, a lealdade requer sacrifícios maiores.
A primeira vez que deparei com a lealdade no cinema foi num filme popular de 1974, Terremoto. No final do drama-catástrofe, o personagem principal – um cinquentão rico, heroico e boa pinta – tem de escolher entre tentar salvar a mulher com quem vivia desde a juventude, com risco da sua própria vida, ou safar-se do desastre com a jovem amante. Ele escolhe salvar a velha companheira e morre com ela. Parece apenas um dramalhão exagerado, mas desde Shakespeare o drama ocidental está repleto de escolhas desse tipo. É assim que nos metem conceitos elevados na cabeça. Vi esse filme com 16 e 17 anos e nunca mais deixei de pensar na lealdade em termos drásticos.
        
A lealdade está amparada em valores, não apenas em sentimentos. É fácil cuidar de alguém quando se está apaixonado. Mais fácil que respirar, na verdade. Mas o que se faz quando os sentimentos desaparecem – somem com eles todas as responsabilidades em relação ao outro? Sim, ao menos que as pessoas sejam movidas por algo mais que a mera atração. Se não partilham nada além do desejo, nada resta depois do romance. Mas, se houver cumplicidades maiores, então se manifesta a lealdade. Ela dura mais do que os sentimentos eróticos porque se estende além deles.
O romantismo, embora a gente não o veja sempre assim, é uma forma exacerbada de egoísmo. Meu amor, minha paixão, minha vida. Minha família, inclusive. Tem a ver com desejo, posse e exclusividade, que tornam a infidelidade insuportável, a perda intolerável. As pessoas matam por isso todos os dias. Porque amam. É um sentimento que não exige elevação moral e pode colocar à mostra o pior de nós mesmos, embora pareça apenas lindo.
Minha impressão é que o mundo anda precisado de lealdade. Estamos obcecados pela ideia da fidelidade porque a infidelidade nos machuca. Sofremos exacerbadamente porque o mundo, o nosso mundo, não contém nada além de nós mesmos, com nossos sentimentos e necessidades. Quando algo falha em nossa intimidade, desabamos.
Talvez devêssemos pensar de forma mais generosa. Talvez precisemos nos apaixonar por ideias, nos ligar por compromissos, cultivar sonhos e aspirações que estejam além dos nossos interesses pessoais. Correr riscos maiores que o de ser traído ou demitido. O idealismo, que tem sido uma força de mudança na conduta humana, precisa ser resgatado. Não apenas para salvar o planeta e a sociedade, mas para nos dar, pessoalmente, alguma forma de esperança. A fidelidade nos leva até a esquina. A lealdade talvez nos conduza mais longe, bem mais longe.
By: Ivan Martins. Editor-executivo de Época.

quinta-feira, julho 17

- COSCUVILHICE -


Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.
By: Meryl Streep

terça-feira, julho 15

- O HOMÃO -


Alguns anos atrás, escrevi um texto chamado O Mulherão para o Dia Internacional da Mulher. Fez um razoável sucesso, tanto que até hoje esse texto é lido e publicado em diversos veículos de comunicação quando chega março.

Pois cá estamos, novamente, na vizinhança desta data comemorativa, e desta vez minha homenagem vai para o homão, aquele que não tem dia algum no calendário para valorizar seus esforços.

Homão é aquele que tem assistido a ascensão feminina nas empresas, na política, na arte, no esporte e tem achado tudo mais do que justo. Nunca li um artigo de um homem reclamando por as mulheres estarem dominando o mundo (não acredito que escrevi isso!). Ao contrário: os inteligentes (e todo homão é inteligente) estão tendo muito prazer em compartilhar seus gabinetes conosco e não choram pelos cantos caso tenham uma chefe mulher (homão chora, mas chora por amor, não por motivos toscos).

Homão gosta de mulher. Parece óbvio, mas há muitos homens (não homões) que só gostam de mulher para cama, mesa e banho. O homão gosta de mulher para cama, mesa, banho, escritório, livraria, cinema, restaurante, sala de parto, beira de praia, estrada, museu, palco, estádio. E, às vezes, pode nem gostar delas pra cama, mesa e banho, e ainda assim continuar um homão.

Homão é aquele que encara parque no final de semana, faz um jantar delicioso, dá conselho, pede conselho, trabalha até tarde da noite, compensa no outro dia buscando os filhos na escola, dirige o carro, em outras vezes é co-piloto, não acha ruim ela ganhar mais do que ele, não acha nada ruim quando ela propõe uma noitada das arábias, recebe amor, dá amor, é bom de contabilidade e sabe direitinho o que significa fifty-fifty.

Homão é aquele que compreende que TPM não é frescura e que reconhece que filhos geralmente sobrecarregam mais as mães do que os pais, então eles correm atrás do prejuízo, aliviando nossa carga com prazer. Homão acha um porre discutir a relação, mas discute. Homão não concorda com tudo o que a gente diz e faz, senão não seria um homão, e sim um panaca, mas escuta, argumenta e acrescenta idéias novas. Homão não fica dizendo que no tempo do pai dele é que era bom, o pai mandava e a mãe obedecia. Homão reconhece as vantagens de estar interagindo com seres do mesmo calibre e não depende de uma arma ou de um carro ultra- potente para provar que é um homão. O homão sabe que não há nada como ter uma grande mulher a seu lado.
By: Martha Medeiros.

sábado, julho 5

- UMA LIÇÃO DE VIDA -





"Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.

- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…

- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, o aconselho a depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:

1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.

2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.

3- Curta coisas simples.

4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.

6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.

7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego:

de tanto rir …

de surpresa …

de êxtase …

de felicidade!

Simples assim! "

domingo, junho 22

- ACREDITE EM VOCÊ -




Acreditar, acreditar, acreditar com o coração e a alma, e não se esquecer que nenhum sonho é fácil de ser realizado, é preciso ter o amor como base para fortalecer e motivar, só com amor você não desiste e mantém a esperança e paciência. Caminhe como se eles já estivessem sido realizados, isso aumentará o sentimento de satisfação e automaticamente aquela sensação que algo maravilhoso acontecerá, nunca sairá do seu ser. Acredite no seu potencial mesmo que aquele sonho parece distante, através do amor ele esta mais perto do que você poderia entender. Acredite em você, isso fará você acreditar que as pessoas também tem sonhos, pois quanto mais desejamos a felicidade das pessoas mais alcançaremos nossos sonhos. Você é amado.
By: Rhenan Carvalho

- O CAMINHO DE VOLTA -




Já estou voltando. 
Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. 
Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. 
Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.
Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. 
Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? 
No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". 
Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). 
É longe que só a gota serena. 
Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. 
Menos marca e mais tempo. 
E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? 
E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. 
E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. 
No São João, assamos milho na fogueira. 
Aos domingos, converso com os vizinhos. 
Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" 
Você provavelmente ainda está indo. 
Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". 
Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
~ Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.

quinta-feira, junho 12

- HOJE É UM DIA IMPORTANTE -





Hoje é o dia da namorada e do namorado. Dos namorados que já casaram há anos e dos que ainda não sabem, mas nunca mais irão se separar.
Hoje é o dia do futebol. Dos que jogam, dos que torcem e dos que simplesmente gostam de festa.
Hoje é dia de aniversário. De nascimento, de casamento, de despedida, de recomeço.
Hoje é dia de lutar e hoje é dia de descansar.
Hoje é dia de tudo. E é dia de nada também.
Por vários e diferentes motivos, hoje é um dia importante - como são todos os outros dias.
Espero que sua celebração ajude a construir algo melhor para todos, independente das nossas diferenças - como deveria ser em todos os outros dias.
By: Domenico Massareto