sábado, maio 30


"Chegou um momento em que ela não sabia quem era eu, 
mas o importante era que eu sabia quem era ela."


"Foram mais de 50 anos juntos, considero-me afortunado e me lembrarei dela enquanto eu viver. Entre muitas coisas, sentirei falta das suas exigências para que eu fosse uma pessoa melhor, pois ela sempre teve expectativas muito superiores às que eu tinha sobre mim mesmo. Isso sem falar do seu esforço pela sua própria superação.

Estas exigências já me fizeram reclamar muito, mas hoje sinto falta delas, preciso delas.

Meus filhos sentem pena de mim e me visitam frequentemente, passam fins de semana comigo ou eu passo na casa deles. Às vezes, eu os pego olhando-me com ternura e posso adivinhar seus pensamentos: “Pobre papai! Vai sentir muita falta dela!”.

Já os ouvi recebendo condolências dos seus amigos, em diálogos com benevolentes comentários sobre o que eles consideravam como uma descrição belíssima do nosso amor: quanto tempo estivemos juntos; como parecíamos felizes convivendo; como nos comunicávamos bem; como compartilhávamos interesses e tantas outras coisas.

Sim, todos esses comentários refletem uma realidade, mas só uma parte dela. Não a mais profunda e total realidade do nosso amor, que estava muito acima de tudo isso. Descobri isso no final do caminho, no processo da sua doença.

Minha esposa sofreu de Alzheimer. Chegou um momento em que ela não sabia quem era eu, mas o importante era que eu sabia quem era ela. Tive o dom de poder ver sua parte angelical por trás do seu rosto inexpressivo.

Assim, podia evocar seu intenso sorriso, a agudeza das suas intuições ao me compreender e atender, suas broncas amorosas, sua alegria de viver, sua exigência por sermos melhores.

Ela era como uma pequena ave nas minhas mãos; não podia me oferecer uma companhia dialogante, nem ajuda nas circunstâncias da minha vida. Muito alheia às suas possibilidades, restava a menor das minhas necessidades, que ela costumava atender assim que a percebia enquanto tinha pleno uso de suas faculdades. Esta nova fase era, para mim, a oportunidade de fazer o sacrifício por amor, de ser abnegado.

Eu a atendia pessoalmente da melhor maneira possível, e todo o meu ser era para ela. Todo o meu ser para ela! Foi assim que pude compreender uma dimensão do amor conjugal que sempre havia estado presente e que ela com certeza já conhecia. Uma dimensão que iluminava com raios de sol nossa relação, tornando-a mais íntima que nunca. Uma dimensão na qual havíamos construído e reconstruído nosso amor cada dia.

Assim, todas as manhãs, eu enfeitava o quarto com os crisântemos de que ela tanto gostava, lia poemas de amor compostos por mim, cantava para ela, fazia cafuné, dançava e lhe contava histórias. Com lições bem aprendidas, eu a amava com um amor que me fazia ser melhor, até o último instante, em que Deus a levou.

Entendo que os casais jovens conhecem pouco do amor nesta dimensão. Esta é uma disciplina que terão de cursar, pois o casamento é uma relação de perfeição recíproca dos cônjuges em todos os âmbitos da vida, do mundo cotidiano ao mundo da intimidade mais estrita.

É assim que vai se dando o desvelamento da realidade pessoal de cada um, um desvelamento que permite a correção dos defeitos e o desenvolvimento das virtudes, contando com a ajuda e o apoio amoroso do cônjuge.

Por isso, são um bem um para o outro.

Minhas foi e será o maior bem da minha vida, vindo das mãos de Deus, e sou imensamente grato por isso."
http://www.aleteia.org/pt

terça-feira, abril 14






Às vezes, a gente precisa perceber o lado do outro, sem colocar o dedo na ferida ou na cara.
 A gente erra muito em querer ajudar sabendo apenas das semi-razões, sem saber do que, de fato, faz doer.
 Raro alguém oferecer um ombro para ser ensopado de lágrimas ou o ouvido para ouvir desabafos que parecem infindáveis.
 A gente quer dar a receita pronta, mas nos recusamos saber dos sintomas. Caminhamos segurando o egoísmo na coleira, uma placa de pseudo “bom-samaritano” e um coração emaranhado no peito. Afinal, nos incomodamos com os gritos silenciosos de quem pede ajuda ao seu modo. E, talvez aquele ditado seja mesmo verdadeiro: 'a dor só dói em quem sente'. (Prosa de Cora)



sábado, março 28





Vamos combinar que muitas vezes não há nada de tão imprevisível, de tão inimaginável, muito menos entrelinhas, muito menos mau-olhado. A gente sabe, por memória das andanças, para onde a estrada de certos gestos nos leva, mas a gente segue. A gente sabe no que dá mexer em casa de marimbondo, mas a gente mexe. A gente sabe que não vai receber o que espera, mas a gente oferta sempre pela penúltima vez. A gente sabe que algumas praias são traiçoeiras, que não sabemos sequer nadar direito, que o afogamento é a coisa mais provável de todas, mas a gente mergulha. A gente sabe que a realidade, por mais dura que seja, precisa ser encarada com os olhos mais abertos do mundo, mas a gente inventa todo jeito que pode para desviar o olhar.
By: Ana Jácomo


sábado, março 21

POEMA DE OUTONO


BEM-VINDO



Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
By: Pablo Neruda















quinta-feira, março 5


 As grandes lições do envelhecimento escritas por Regina Brett:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chique.  Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir  roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos  nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

sábado, fevereiro 28



E esta é a capa da revista The Economist: Brasil, um país na lama. Hoje li um pequeno trecho da maravilhosa e centrada Fernanda Young sobre este assunto, onde ela dizia assim: “ Daqui a pouco aparecem uns aqui para dizer que é invenção da oposição. Afinal, “todo mundo mente”... Os investidores não querem saber de um país que a liderança “não enxerga” roubos imensuráveis, dentro da própria “casa”. Eu choro. Um país tão rico, criativo, abençoado... E estraçalhado pela ganância e ignorância. Desde as eleições estou quieta, pois fui agredida demais! Mas não vivemos numa ditadura. Não faço parte de nenhum partido. Tenho 4 filhos e estou chocada com a hipótese de cria-los numa PÁTRIA SEM VERGONHA NA CARA.” 
Mas como dizem, não é culpa do Governo atual, nem do Governo anterior, a culpa deve ser de Juscelino Kubitschek. O Brasil está sofrendo todas as consequências de um péssimo governo, enfrenta todos os dias imensos escândalos na corrupção, uma Presidente totalmente incapaz, o dólar em alta, a inflação subiu consideravelmente em menos de 1 mês, desenvolvimento em queda, escassez da água, racionamento de luz também, greve de caminhoneiros, greve disto, greve daquilo, o pobre cada vez mais pobre, crianças completamente desnutridas, aumento das tarifas de tudo o que se pode pensar. E pensar que a Presidente anunciou antes das eleições que teria a criação de mais de 60 mil novos empregos, mas com este ‘pequeno detalhe na corrupção” da Petrobras, isto já não existe, esqueceram, mais de 200 empresas sob investigação. 
E pensar que a corrupção no Brasil é algo comum, subornar é uma prática que muitos carregam no sangue, mais de 15 mil empregos públicos por NOMEAÇÃO e com salários imensos, um salario mínimo que é uma miséria... E não é apenas isto, uma pequena avaliação do Governo da Presidente Dilma Rousseff, que antes era de 42% caiu para 22%, putz, isto tudo em apenas 2 meses, em apenas 2 meses. E alguns dizem que ela mentiu demais, outros dizem que ela não sabia da corrupção, coitada, e o povo fica ai, a míngua, SENDO EXECUTADO todos os dias sem dinheiro para se alimentar, sem dinheiro para pagar as contas, sem hospital, sem segurança, sem dignidade... Ops, desculpa, COITADO foi aquele traficante executado na Indonésia, o povo Brasileiro sobrevive à essas execuções, faz parte. Mas como disse, a culpa deve ser de Juscelino Kubitschek, porque o Lula e a Dilma estão trabalhando pelo bem do povo Brasileiro, e isto é apenas intriga da oposição. E tem gente que ainda copia textos de outras pessoas, de 2008, e fica publicando dizendo que o Brasil esta em crescimento... É pra chorar!!!
By: Rita Tavares

sábado, janeiro 24

O RELÓGIO



















"Corremos contra o relógio,
o tempo inventou-o para nos convencer,
de que na Natureza há limites...
mas não há;
há apenas o deve e o haver,
e o tempo que tem que viver,
alguma coisa tinha que escolher;
a nós; vive de nós,
vive à espera do nosso morrer.
Mas as marés também mudam e voltam a mudar,
por vezes parecem-se com marés que já viveram,
mas não são;
são outras marés,
são outras praias,são outros mares,
e nas praias encontram-se,
outras conchas, outros búzios,
e os peixes continuarão a navegar.
Enquanto o pensamento for solto,
enquanto a imaginação nos libertar,
não há tempo que nos dite os limites,
do que infinitamente vive e nunca há-de acabar;
o horizonte da nossa vida aqui,
na Terra ou noutro lugar."

domingo, janeiro 18


"Se"...













Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!
By: Rudyard Kipling

terça-feira, janeiro 13





Numa fria tarde de quarta-feira em Paris, as palavras subitamente perderam o sentido.
Tudo ficou de ponta-cabeça.
O risco do cartum virou risco de vida.
A frase satírica virou sentença de morte.
As penas perderam o fio e a tinta virou sangue.
Numa fria tarde de quarta-feira em Paris o humor perdeu a graça.
A irreverência caiu diante da reverência fanática e a expressão da liberdade virou uma máscara de dor.
Numa fria tarde de quarta-feira em Paris, a inteligência foi abatida a tiros.
By: Luiz Fernando Veríssimo.

quinta-feira, janeiro 1

No ano passado…


Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.
By: Mario Quintana






"Um ano novo vem aí, então me ponho a orar pedindo a Deus...
Um novo tempo, onde se renove a essência.
Um novo recomeço, para poder fazer o melhor.
Novos sonhos, para dar novo ânimo ao coração.
Novas experiências, para acrescentar à vida.
Novos sentimentos, mais fortes e verdadeiros.
Nova esperança para o coração.
Novas forças para sempre me manter pronto para lutar.
E que seja novo o riso, o abraço, o amor, as palavras e atitudes. 
Que Deus seja minha companhia nos próximos 365 dias, sendo meu guia, meu amigo e acima de tudo, meu Pai."

domingo, dezembro 28

Cinco verbos da sorte para a virada do ano



A virada do ano é aquela hora em que você para e reavalia a vida. Olha as metas traçadas no final do ano anterior e não raro percebe que deixou muito a desejar e se culpa, e se angustia, e escreve uma tonelada de metas para o ano vindouro.

Quero propor, aqui, uma pequenina meditação quanto à existência, a virada do ano e as metas a serem traçadas. Proponho cinco verbos (da sorte):

1 – Agradecer. Gratidão por todas as oportunidades que surgiram ao longo de 2014. De tudo o que vivemos, fica uma lição para a vida toda. As escolhas que fizemos, certas ou “erradas”, fazem parte de nós. Aceitá-las é parte importante do aprendizado no Caminho.

2 – Perdoar. Primeiro, perdoar-se: eis um ato de profunda e inequívoca libertação, pois nada nos prenda mais que aquela culpa talvez silenciosa que nos agride constantemente a alma com acusações infrutíferas.

Somos ainda meninos, não importa a idade que tenhamos, a ensaiar os primeiros passos na senda da solidariedade e da compreensão. Tropeçar, cair, ralar os joelhos, esbarrar nos coleguinhas, isso tudo é cenário do nosso Jardim da Infância existencial. Se bem observarmos, nossos erros sequer deveriam ofender-nos, desde que o nosso coração esteja aberto ao aprendizado em face do comportamento equivocado.

Segundo, você quer mesmo ficar remoendo as dores causadas pelos esbarrões, mordidas, cotoveladas dos seus colegas do Jardim da Infância? Saiba que quando crescer, você rirá de todas essas coisas. Então, se você se ofendeu, o melhor é perdoar logo.

3 – Saber-se. Conhecer a si mesmo é a chave para libertar, em nós, a ave aprisionada da ignorância. Saber o que nos move. O que nos estagna. O que nos enternece. Saber o porquê de nossas dores, a origem do sofrimento, a origem da esperança, os alicerces da fé… Isso é o que nos liberta.

4 – Desejar o essencial. O mundo em que vivemos é uma fábrica ininterrupta de vaidades vazias. Nele, o desejo de ter o supérfluo tem causado severas doenças emocionais.

Para grande parte dos homens, você só é na medida em que você tem posses materiais. Então o homem crê nessa inverdade e cria necessidades falsas, originadas na competição e no individualismo, e isso nada de bom nos acrescenta.

Desejemos, pois, o essencial. Aquilo que nos seja imprescindível à alegria: que haja crianças correndo no jardim, cheiro de café fresco logo ao levantar da cama, nuvem engraçada do céu… pão, água, teto, alegria e esperança, e que você possa dividir tudo isso com alguém, pois as essências, sempre que divididas, multiplicam-se.

5- Ser você mesmo. No ano de 2015,  seja VOCÊ MESMO! Conhecendo-se, perdoando-se, grato por existir, desejoso do essencial e sempre apto a buscar a sua própria essência, em sintonia com a Vida, com o próximo, com o Planeta.

 Afinal, você é, a um só tempo, o lapidador e o diamante. Joia rara, cara e única com que o Universo presenteou a Humanidade. Estilhaço de estrela… Centelha invisível do raio mais perfeito do Sol. Que o seu 2015 tenha a sorte de contar com você!
By: Nara Rúbia Ribeiro (Escritora, advogada e professora universitária)

quarta-feira, dezembro 24

Feliz e abençoado Natal!




"Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos, de todas as pessoas que me querem bem, de todas as pessoas que eu quero bem.
Os amigos antigos e os mais recentes.
Aqueles que vejo todo dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que muitas vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, e os que sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas superficialmente.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Uma árvore de raiz muito profunda, para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todos os lados venham se juntar aos já existentes.
De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um momento de repouso e tranquilidade em meio às lutas da vida."
Desejo, com fervor, que o Natal esteja vivo em cada um de nós e que se mantenha em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor, a paz, a união e a fraternidade.
Feliz Natal!

domingo, dezembro 14



Os dezembros possuem um aroma  almiscarado de saudade com esperança.
Dezembro é a encruzilhada,
princípio e fim ao mesmo tempo, o ano corrente se despede enquanto o ano novo vem venturoso e repleto de possibilidades.

Dezembro é sempre mágico,
é o encontro ímpar de passado e futuro,
é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas do que não volta mais, e do sorriso de expectativa.

Dezembro é Natal,
é beleza, é o momento da redenção,
da Fé, do perdão, de lembrar dos esquecidos,
dos desesperados, de enxergar além do próprio umbigo.

Dezembro é o mês de sermos mais
humanos e estarmos mais sensíveis.

Dezembro é exceção,
mas deveria ser rotina,
é exemplo e deveria ser seguido.

Dezembro é o mês em que nos
tornamos melhores,
seja para compensarmos o que não
fomos o ano todo,
seja para começarmos a mudar para
o ano que chega.

Dezembro é festa.
Réveillon,
pedidos escritos a lápis em papéis virgens e
raramente lembrados depois,
flores jogadas ao mar com refluxo ansiosamente aguardado e
crenças repentinas e fugazes que
geralmente se dissipam com a fumaça dos fogos.

É promessa de mudança,
é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão
mais conosco e abrilhantavam nossos
dias ou mesmo eram a razão
principal deles.

É hora de repensar os erros e não
mais cometê-los,
é o momento de repassar os acertos
e aprimorá-los.

Dezembro é o prelúdio do futuro,
é a chave do recomeço,
é a estação final do passado,
a conexão com o futuro,
o momento de arquivar o que passou
de forma que possa ser facilmente
consultado depois.

Dezembro é extremo, é decisivo,
é palco de todas as recordações,
é mais um álbum que se fecha.

Dezembro é quando eu me
lembro mais da minha impermanência
e de que sou só um grão de areia
oscilando ao sabor das dunas intermitentes
do destino que nunca cansam
de se modificar.

Dezembro ainda é um ótimo
mês para nascer!
By: Leonardo Andrade

domingo, novembro 30



Venha DEZEMBRO... entra e surpreenda-nos!

Pai Celestial, no último mês do ano:
Transforme ódio em amor,
Tristezas em alegrias,
Obstáculos em vitórias,
Problemas em esperanças,
Fraquezas em forças.
Abençoe nossos lares e nossas vidas.
Que DEZEMBRO seja um mês de bençãos!


Freud em Wall Street

A felicidade não está concentrada nos pronunciamentos do ministro da Economia, nem na cobertura com quatro suítes anunciada no jornal, nem na concessionária da esquina. A felicidade tampouco está em algum serviço com prefixo 0900, não está em Bali e nem na farmácia que vende antidepressivo sem receita. Essa tal felicidade, mais procurada que bandido de história em quadrinhos e filho desaparecido, não mora num único endereço. Ela tem uma escova de dentes em cada lugar.


Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos.

Digamos que seus bens restrinjam-se a um cônjuge e dois filhos. Um tesouro. Mas, independente de quanto eles valham, não irão sanar as dívidas que seu coração um dia irá cobrar. O amor deles por você, por maior que seja, não será suficiente para pagar o servilismo de uma vida, a dedicação integral, o preço das fantasias não vivenciadas. Seu cônjuge, com o tempo, pode ficar maníaco, repetitivo, sem muito valor de revenda. Os filhos vão bandear-se para outros mercados e precisarão menos de sua auditoria. Família é que nem poupança, o investimento mais seguro que existe, mas fica a sensação de que se está perdendo alguma ótima oportunidade. Invista, pois, na família, mas mantenha outras reservas.

Uma profissão, pra começar. Deposite seus melhores neurônios nessa conta e corra atrás da rentabilidade.

Uma viagem. Duas. Várias. Retorno garantido, desde que você não invente de voar pela Air Cazaquistão.

Um hobby. Pintura, aeromodelismo, internet, pólo aquático, uma horta, origami, criação de orquídeas, voluntarismo. Um prazer secreto, cuja senha só você conheça.

O excedente aplique em livros, discos, cinema, num bom par de tênis, num colchão box spring, em silêncios, luares, conversas, sexo e num computador. Na falta de dinheiro e noções de informática, vale um grosso caderno de pauta. Escreva. Sonhe. Enlouqueça uma hora por semana.

Não espere toda a felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúrias.
By: Martha Medeiros