"Sou como um livro. Há quem me interprete pela capa. Há quem me ame apenas por ela. Há quem viaje em mim. Há quem viaje comigo. Há quem não me entende. Há quem nunca tentou. Há quem sempre quis ler-me. Há quem nunca se interessou. Há quem leu e não gostou. Há quem leu e se apaixonou. Há quem apenas busca em mim palavras de consolo. Há quem só perceba teoria e objetividade. Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim"
quinta-feira, março 5
As grandes lições do envelhecimento escritas por Regina Brett:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chique. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
sábado, fevereiro 28
E esta é a capa da revista The Economist: Brasil, um país na lama. Hoje li um pequeno trecho da maravilhosa e centrada Fernanda Young sobre este assunto, onde ela dizia assim: “ Daqui a pouco aparecem uns aqui para dizer que é invenção da oposição. Afinal, “todo mundo mente”... Os investidores não querem saber de um país que a liderança “não enxerga” roubos imensuráveis, dentro da própria “casa”. Eu choro. Um país tão rico, criativo, abençoado... E estraçalhado pela ganância e ignorância. Desde as eleições estou quieta, pois fui agredida demais! Mas não vivemos numa ditadura. Não faço parte de nenhum partido. Tenho 4 filhos e estou chocada com a hipótese de cria-los numa PÁTRIA SEM VERGONHA NA CARA.”
Mas como dizem, não é culpa do Governo atual, nem do Governo anterior, a culpa deve ser de Juscelino Kubitschek. O Brasil está sofrendo todas as consequências de um péssimo governo, enfrenta todos os dias imensos escândalos na corrupção, uma Presidente totalmente incapaz, o dólar em alta, a inflação subiu consideravelmente em menos de 1 mês, desenvolvimento em queda, escassez da água, racionamento de luz também, greve de caminhoneiros, greve disto, greve daquilo, o pobre cada vez mais pobre, crianças completamente desnutridas, aumento das tarifas de tudo o que se pode pensar. E pensar que a Presidente anunciou antes das eleições que teria a criação de mais de 60 mil novos empregos, mas com este ‘pequeno detalhe na corrupção” da Petrobras, isto já não existe, esqueceram, mais de 200 empresas sob investigação.
E pensar que a corrupção no Brasil é algo comum, subornar é uma prática que muitos carregam no sangue, mais de 15 mil empregos públicos por NOMEAÇÃO e com salários imensos, um salario mínimo que é uma miséria... E não é apenas isto, uma pequena avaliação do Governo da Presidente Dilma Rousseff, que antes era de 42% caiu para 22%, putz, isto tudo em apenas 2 meses, em apenas 2 meses. E alguns dizem que ela mentiu demais, outros dizem que ela não sabia da corrupção, coitada, e o povo fica ai, a míngua, SENDO EXECUTADO todos os dias sem dinheiro para se alimentar, sem dinheiro para pagar as contas, sem hospital, sem segurança, sem dignidade... Ops, desculpa, COITADO foi aquele traficante executado na Indonésia, o povo Brasileiro sobrevive à essas execuções, faz parte. Mas como disse, a culpa deve ser de Juscelino Kubitschek, porque o Lula e a Dilma estão trabalhando pelo bem do povo Brasileiro, e isto é apenas intriga da oposição. E tem gente que ainda copia textos de outras pessoas, de 2008, e fica publicando dizendo que o Brasil esta em crescimento... É pra chorar!!!
By: Rita Tavares
sábado, janeiro 24
O RELÓGIO
"Corremos contra o relógio,
o tempo inventou-o para nos convencer,
de que na Natureza há limites...
mas não há;
há apenas o deve e o haver,
e o tempo que tem que viver,
alguma coisa tinha que escolher;
a nós; vive de nós,
vive à espera do nosso morrer.
Mas as marés também mudam e voltam a mudar,
por vezes parecem-se com marés que já viveram,
mas não são;
são outras marés,
são outras praias,são outros mares,
e nas praias encontram-se,
outras conchas, outros búzios,
e os peixes continuarão a navegar.
Enquanto o pensamento for solto,
enquanto a imaginação nos libertar,
não há tempo que nos dite os limites,
do que infinitamente vive e nunca há-de acabar;
o horizonte da nossa vida aqui,
na Terra ou noutro lugar."
domingo, janeiro 18
"Se"...
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!
By: Rudyard Kipling
terça-feira, janeiro 13
Tudo ficou de ponta-cabeça.
O risco do cartum virou risco de vida.
A frase satírica virou sentença de morte.
As penas perderam o fio e a tinta virou sangue.
Numa fria tarde de quarta-feira em Paris o humor perdeu a graça.
A irreverência caiu diante da reverência fanática e a expressão da liberdade virou uma máscara de dor.
Numa fria tarde de quarta-feira em Paris, a inteligência foi abatida a tiros.
By: Luiz Fernando Veríssimo.
quinta-feira, janeiro 1
No ano passado…
Já repararam como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem…Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse “tudo” se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:
“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.
Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos…
Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.
By: Mario Quintana
Um novo tempo, onde se renove a essência.
Um novo recomeço, para poder fazer o melhor.
Novos sonhos, para dar novo ânimo ao coração.
Novas experiências, para acrescentar à vida.
Novos sentimentos, mais fortes e verdadeiros.
Nova esperança para o coração.
Novas forças para sempre me manter pronto para lutar.
E que seja novo o riso, o abraço, o amor, as palavras e atitudes.
Que Deus seja minha companhia nos próximos 365 dias, sendo meu guia, meu amigo e acima de tudo, meu Pai."
domingo, dezembro 28
Cinco verbos da sorte para a virada do ano
A virada do ano é aquela hora em que você para e reavalia a vida. Olha as metas traçadas no final do ano anterior e não raro percebe que deixou muito a desejar e se culpa, e se angustia, e escreve uma tonelada de metas para o ano vindouro.
Quero propor, aqui, uma pequenina meditação quanto à existência, a virada do ano e as metas a serem traçadas. Proponho cinco verbos (da sorte):
1 – Agradecer. Gratidão por todas as oportunidades que surgiram ao longo de 2014. De tudo o que vivemos, fica uma lição para a vida toda. As escolhas que fizemos, certas ou “erradas”, fazem parte de nós. Aceitá-las é parte importante do aprendizado no Caminho.
2 – Perdoar. Primeiro, perdoar-se: eis um ato de profunda e inequívoca libertação, pois nada nos prenda mais que aquela culpa talvez silenciosa que nos agride constantemente a alma com acusações infrutíferas.
Somos ainda meninos, não importa a idade que tenhamos, a ensaiar os primeiros passos na senda da solidariedade e da compreensão. Tropeçar, cair, ralar os joelhos, esbarrar nos coleguinhas, isso tudo é cenário do nosso Jardim da Infância existencial. Se bem observarmos, nossos erros sequer deveriam ofender-nos, desde que o nosso coração esteja aberto ao aprendizado em face do comportamento equivocado.
Segundo, você quer mesmo ficar remoendo as dores causadas pelos esbarrões, mordidas, cotoveladas dos seus colegas do Jardim da Infância? Saiba que quando crescer, você rirá de todas essas coisas. Então, se você se ofendeu, o melhor é perdoar logo.
3 – Saber-se. Conhecer a si mesmo é a chave para libertar, em nós, a ave aprisionada da ignorância. Saber o que nos move. O que nos estagna. O que nos enternece. Saber o porquê de nossas dores, a origem do sofrimento, a origem da esperança, os alicerces da fé… Isso é o que nos liberta.
4 – Desejar o essencial. O mundo em que vivemos é uma fábrica ininterrupta de vaidades vazias. Nele, o desejo de ter o supérfluo tem causado severas doenças emocionais.
Para grande parte dos homens, você só é na medida em que você tem posses materiais. Então o homem crê nessa inverdade e cria necessidades falsas, originadas na competição e no individualismo, e isso nada de bom nos acrescenta.
Desejemos, pois, o essencial. Aquilo que nos seja imprescindível à alegria: que haja crianças correndo no jardim, cheiro de café fresco logo ao levantar da cama, nuvem engraçada do céu… pão, água, teto, alegria e esperança, e que você possa dividir tudo isso com alguém, pois as essências, sempre que divididas, multiplicam-se.
5- Ser você mesmo. No ano de 2015, seja VOCÊ MESMO! Conhecendo-se, perdoando-se, grato por existir, desejoso do essencial e sempre apto a buscar a sua própria essência, em sintonia com a Vida, com o próximo, com o Planeta.
Afinal, você é, a um só tempo, o lapidador e o diamante. Joia rara, cara e única com que o Universo presenteou a Humanidade. Estilhaço de estrela… Centelha invisível do raio mais perfeito do Sol. Que o seu 2015 tenha a sorte de contar com você!
By: Nara Rúbia Ribeiro (Escritora, advogada e professora universitária)
quarta-feira, dezembro 24
Feliz e abençoado Natal!
"Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos, de todas as pessoas que me querem bem, de todas as pessoas que eu quero bem.
Os amigos antigos e os mais recentes.
Aqueles que vejo todo dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que muitas vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, e os que sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas superficialmente.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Uma árvore de raiz muito profunda, para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todos os lados venham se juntar aos já existentes.
De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um momento de repouso e tranquilidade em meio às lutas da vida."
Desejo, com fervor, que o Natal esteja vivo em cada um de nós e que se mantenha em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor, a paz, a união e a fraternidade.
Feliz Natal!
domingo, dezembro 14
Os dezembros possuem um aroma almiscarado de saudade com esperança.
Dezembro é a encruzilhada,
princípio e fim ao mesmo tempo, o ano corrente se despede enquanto o ano novo vem venturoso e repleto de possibilidades.
Dezembro é sempre mágico,
é o encontro ímpar de passado e futuro,
é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas do que não volta mais, e do sorriso de expectativa.
Dezembro é Natal,
é beleza, é o momento da redenção,
da Fé, do perdão, de lembrar dos esquecidos,
dos desesperados, de enxergar além do próprio umbigo.
Dezembro é o mês de sermos mais
humanos e estarmos mais sensíveis.
Dezembro é exceção,
mas deveria ser rotina,
é exemplo e deveria ser seguido.
Dezembro é o mês em que nos
tornamos melhores,
seja para compensarmos o que não
fomos o ano todo,
seja para começarmos a mudar para
o ano que chega.
Dezembro é festa.
Réveillon,
pedidos escritos a lápis em papéis virgens e
raramente lembrados depois,
flores jogadas ao mar com refluxo ansiosamente aguardado e
crenças repentinas e fugazes que
geralmente se dissipam com a fumaça dos fogos.
É promessa de mudança,
é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão
mais conosco e abrilhantavam nossos
dias ou mesmo eram a razão
principal deles.
É hora de repensar os erros e não
mais cometê-los,
é o momento de repassar os acertos
e aprimorá-los.
Dezembro é o prelúdio do futuro,
é a chave do recomeço,
é a estação final do passado,
a conexão com o futuro,
o momento de arquivar o que passou
de forma que possa ser facilmente
consultado depois.
Dezembro é extremo, é decisivo,
é palco de todas as recordações,
é mais um álbum que se fecha.
Dezembro é quando eu me
lembro mais da minha impermanência
e de que sou só um grão de areia
oscilando ao sabor das dunas intermitentes
do destino que nunca cansam
de se modificar.
Dezembro ainda é um ótimo
mês para nascer!
By: Leonardo Andrade
domingo, novembro 30
Freud em Wall Street
A felicidade não está concentrada nos pronunciamentos do ministro da Economia, nem na cobertura com quatro suítes anunciada no jornal, nem na concessionária da esquina. A felicidade tampouco está em algum serviço com prefixo 0900, não está em Bali e nem na farmácia que vende antidepressivo sem receita. Essa tal felicidade, mais procurada que bandido de história em quadrinhos e filho desaparecido, não mora num único endereço. Ela tem uma escova de dentes em cada lugar.
Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos.
Digamos que seus bens restrinjam-se a um cônjuge e dois filhos. Um tesouro. Mas, independente de quanto eles valham, não irão sanar as dívidas que seu coração um dia irá cobrar. O amor deles por você, por maior que seja, não será suficiente para pagar o servilismo de uma vida, a dedicação integral, o preço das fantasias não vivenciadas. Seu cônjuge, com o tempo, pode ficar maníaco, repetitivo, sem muito valor de revenda. Os filhos vão bandear-se para outros mercados e precisarão menos de sua auditoria. Família é que nem poupança, o investimento mais seguro que existe, mas fica a sensação de que se está perdendo alguma ótima oportunidade. Invista, pois, na família, mas mantenha outras reservas.
Uma profissão, pra começar. Deposite seus melhores neurônios nessa conta e corra atrás da rentabilidade.
Uma viagem. Duas. Várias. Retorno garantido, desde que você não invente de voar pela Air Cazaquistão.
Um hobby. Pintura, aeromodelismo, internet, pólo aquático, uma horta, origami, criação de orquídeas, voluntarismo. Um prazer secreto, cuja senha só você conheça.
O excedente aplique em livros, discos, cinema, num bom par de tênis, num colchão box spring, em silêncios, luares, conversas, sexo e num computador. Na falta de dinheiro e noções de informática, vale um grosso caderno de pauta. Escreva. Sonhe. Enlouqueça uma hora por semana.
Não espere toda a felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúrias.
By: Martha Medeiros
Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos.
Digamos que seus bens restrinjam-se a um cônjuge e dois filhos. Um tesouro. Mas, independente de quanto eles valham, não irão sanar as dívidas que seu coração um dia irá cobrar. O amor deles por você, por maior que seja, não será suficiente para pagar o servilismo de uma vida, a dedicação integral, o preço das fantasias não vivenciadas. Seu cônjuge, com o tempo, pode ficar maníaco, repetitivo, sem muito valor de revenda. Os filhos vão bandear-se para outros mercados e precisarão menos de sua auditoria. Família é que nem poupança, o investimento mais seguro que existe, mas fica a sensação de que se está perdendo alguma ótima oportunidade. Invista, pois, na família, mas mantenha outras reservas.
Uma profissão, pra começar. Deposite seus melhores neurônios nessa conta e corra atrás da rentabilidade.
Uma viagem. Duas. Várias. Retorno garantido, desde que você não invente de voar pela Air Cazaquistão.
Um hobby. Pintura, aeromodelismo, internet, pólo aquático, uma horta, origami, criação de orquídeas, voluntarismo. Um prazer secreto, cuja senha só você conheça.
O excedente aplique em livros, discos, cinema, num bom par de tênis, num colchão box spring, em silêncios, luares, conversas, sexo e num computador. Na falta de dinheiro e noções de informática, vale um grosso caderno de pauta. Escreva. Sonhe. Enlouqueça uma hora por semana.
Não espere toda a felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúrias.
By: Martha Medeiros
segunda-feira, novembro 24
Querido Deus...
Obrigada pelo dia que está terminando.
Obrigada pelas graças e bençãos recebidas.
Obrigada pela Tua presença constante.
Obrigada pelo teu amor incondicional.
Obrigada por restaurar minha fé e minha esperança todas as manhãs e muito obrigada por me guiar e me proteger. Apesar das lutas e dos problemas enfrentados, tenho plena convicção que a Sua mão me sustenta todos os dias! Que venha mais uma semana, que seja surpreendente, cheia de surpresas, emoções e que não falte a tua presença, amém!
sábado, novembro 22
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah! Também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
By: Martha Medeiros
terça-feira, novembro 18
Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém...
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV...
E você gelou porque o bom daquele momento já passou...
E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?
Para essas perguntas existem muitas respostas...
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si...
Mas sim o sentimento...
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal...
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra...
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa...
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!
E comece com você mesmo.
By: Martha Medeiros
domingo, novembro 9
Delicadeza não se ensina, é diferente do respeito. Delicadeza é temperamento, não se obtém com a idade, não é uma promoção da sensibilidade, não vem com a educação ou com a imitação dos pais. Delicadeza é um defeito maravilhoso, uma entrega irreversível. É uma loucura do bem, uma paranóia sadia. Oferecer mais do que foi pedido, oferecer-se à toa. Sucumbo diante da delicadeza: a delicadeza é gentileza refinada.
Não é um hábito, mas uma missão.
A delicadeza é vontade de abraçar com as palavras, beijar com as palavras, assumir as palavras. Gentileza não é para qualquer um. Não é boa ação , não é ajudar alguém atravessar a rua, mas ajudar a atravessar o rosto. Gentileza não pede recompensa, não conta pontos ao paraíso. Gentileza é ser mais do que estar. É cuidar sem precisar ser cuidado. É compreender sem necessitar perguntar. É uma compaixão por aquilo que não presta, mas que tem muito sentido. É passar livros que se gosta adiante, roupas que se gosta adiante, lembranças que se gosta adiante. Quem acumula não é gentil, gentil é quem não se economiza, não deseja colecionar pertecimentos. Delicadeza é uma felicidade que não acaba nem com a tristeza. É uma gana de viver que não termina nem com a dor. Delicados são os que guardam uma letra de música para dizer um dia a sua companhia predileta, é dançar coladinho na sala com a própria voz, é lavar pratinhos dos vasos na chuva.É se importar com aquilo que tem necessidade, é criar necessidades do nada. É perder tempo pensando no outro mais do que em si mesmo, é ceder espaço para o outro mais do que a si mesmo. É um gesto natural, amar a disposição, amar o que vem pelo acaso, amar o capricho, fazer as coisas tão acabadas que o embrulho é o próprio presente. Gentileza é uma paixão responsável.É quase uma telepatia se não fosse presença completa. A presença é sempre maior do que a telepatia.
Gentileza nunca é forçada, é espontânea ou não é, não pode ser explicada, não pode ser cobrada.
Ela não ocorre uma vez ao dia – ela é um estado permanente da audição, é segurar o mundo pelos ouvidos. A gentileza é a generosidade mais verdadeira, porque não depende de ninguém, não é um investimento, não traz juros para fé. Irrompe como um riso, e não tem autoria como a alegria.
É de todos em você.
By: Fabrício Carpinejar
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