quarta-feira, dezembro 24

Feliz e abençoado Natal!




"Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos, de todas as pessoas que me querem bem, de todas as pessoas que eu quero bem.
Os amigos antigos e os mais recentes.
Aqueles que vejo todo dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que muitas vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, e os que sem querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas superficialmente.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Uma árvore de raiz muito profunda, para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todos os lados venham se juntar aos já existentes.
De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um momento de repouso e tranquilidade em meio às lutas da vida."
Desejo, com fervor, que o Natal esteja vivo em cada um de nós e que se mantenha em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor, a paz, a união e a fraternidade.
Feliz Natal!

domingo, dezembro 14



Os dezembros possuem um aroma  almiscarado de saudade com esperança.
Dezembro é a encruzilhada,
princípio e fim ao mesmo tempo, o ano corrente se despede enquanto o ano novo vem venturoso e repleto de possibilidades.

Dezembro é sempre mágico,
é o encontro ímpar de passado e futuro,
é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas do que não volta mais, e do sorriso de expectativa.

Dezembro é Natal,
é beleza, é o momento da redenção,
da Fé, do perdão, de lembrar dos esquecidos,
dos desesperados, de enxergar além do próprio umbigo.

Dezembro é o mês de sermos mais
humanos e estarmos mais sensíveis.

Dezembro é exceção,
mas deveria ser rotina,
é exemplo e deveria ser seguido.

Dezembro é o mês em que nos
tornamos melhores,
seja para compensarmos o que não
fomos o ano todo,
seja para começarmos a mudar para
o ano que chega.

Dezembro é festa.
Réveillon,
pedidos escritos a lápis em papéis virgens e
raramente lembrados depois,
flores jogadas ao mar com refluxo ansiosamente aguardado e
crenças repentinas e fugazes que
geralmente se dissipam com a fumaça dos fogos.

É promessa de mudança,
é chama acesa!
É tempo de saudade dos que não estão
mais conosco e abrilhantavam nossos
dias ou mesmo eram a razão
principal deles.

É hora de repensar os erros e não
mais cometê-los,
é o momento de repassar os acertos
e aprimorá-los.

Dezembro é o prelúdio do futuro,
é a chave do recomeço,
é a estação final do passado,
a conexão com o futuro,
o momento de arquivar o que passou
de forma que possa ser facilmente
consultado depois.

Dezembro é extremo, é decisivo,
é palco de todas as recordações,
é mais um álbum que se fecha.

Dezembro é quando eu me
lembro mais da minha impermanência
e de que sou só um grão de areia
oscilando ao sabor das dunas intermitentes
do destino que nunca cansam
de se modificar.

Dezembro ainda é um ótimo
mês para nascer!
By: Leonardo Andrade

domingo, novembro 30



Venha DEZEMBRO... entra e surpreenda-nos!

Pai Celestial, no último mês do ano:
Transforme ódio em amor,
Tristezas em alegrias,
Obstáculos em vitórias,
Problemas em esperanças,
Fraquezas em forças.
Abençoe nossos lares e nossas vidas.
Que DEZEMBRO seja um mês de bençãos!


Freud em Wall Street

A felicidade não está concentrada nos pronunciamentos do ministro da Economia, nem na cobertura com quatro suítes anunciada no jornal, nem na concessionária da esquina. A felicidade tampouco está em algum serviço com prefixo 0900, não está em Bali e nem na farmácia que vende antidepressivo sem receita. Essa tal felicidade, mais procurada que bandido de história em quadrinhos e filho desaparecido, não mora num único endereço. Ela tem uma escova de dentes em cada lugar.


Se não me engano foi Freud quem disse que, assim como um prudente homem de negócios não coloca todo seu capital num único investimento, não se deve esperar toda a satisfação de uma única fonte. Os riscos são altíssimos.

Digamos que seus bens restrinjam-se a um cônjuge e dois filhos. Um tesouro. Mas, independente de quanto eles valham, não irão sanar as dívidas que seu coração um dia irá cobrar. O amor deles por você, por maior que seja, não será suficiente para pagar o servilismo de uma vida, a dedicação integral, o preço das fantasias não vivenciadas. Seu cônjuge, com o tempo, pode ficar maníaco, repetitivo, sem muito valor de revenda. Os filhos vão bandear-se para outros mercados e precisarão menos de sua auditoria. Família é que nem poupança, o investimento mais seguro que existe, mas fica a sensação de que se está perdendo alguma ótima oportunidade. Invista, pois, na família, mas mantenha outras reservas.

Uma profissão, pra começar. Deposite seus melhores neurônios nessa conta e corra atrás da rentabilidade.

Uma viagem. Duas. Várias. Retorno garantido, desde que você não invente de voar pela Air Cazaquistão.

Um hobby. Pintura, aeromodelismo, internet, pólo aquático, uma horta, origami, criação de orquídeas, voluntarismo. Um prazer secreto, cuja senha só você conheça.

O excedente aplique em livros, discos, cinema, num bom par de tênis, num colchão box spring, em silêncios, luares, conversas, sexo e num computador. Na falta de dinheiro e noções de informática, vale um grosso caderno de pauta. Escreva. Sonhe. Enlouqueça uma hora por semana.

Não espere toda a felicidade de uma única fonte. É Freud ensinando como economizar lamúrias.
By: Martha Medeiros

segunda-feira, novembro 24


Querido Deus...
Obrigada pelo dia que está terminando.
Obrigada pelas graças e bençãos recebidas.
Obrigada pela Tua presença constante.
Obrigada pelo teu amor incondicional.
Obrigada por restaurar minha fé e minha esperança todas as manhãs e muito obrigada por me guiar e me proteger. Apesar das lutas e dos problemas enfrentados, tenho plena convicção que a Sua mão me sustenta todos os dias! Que venha mais uma semana, que seja surpreendente, cheia de surpresas, emoções e que não falte a tua presença, amém!


sábado, novembro 22




Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.  Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. 

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. 

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. 

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. 

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. 

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. 

Ah! Também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
By: Martha Medeiros

terça-feira, novembro 18




Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém... 
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali? 

Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado? 
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV... 
E você gelou porque o bom daquele momento já passou... 

E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue? 

Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso? 
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo? 

Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa? 
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou? 

Para essas perguntas existem muitas respostas... 
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si... 
Mas sim o sentimento... 

Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal... 
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra... 
Então, qual a moral disso tudo? 

Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa... 
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje! 
Não deite com mágoas no coração. 
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz! 
E comece com você mesmo.
By: Martha Medeiros

domingo, novembro 9





Delicadeza não se ensina, é diferente do respeito. Delicadeza é temperamento, não se obtém com a idade, não é uma promoção da sensibilidade, não vem com a educação ou com a imitação dos pais. Delicadeza é um defeito maravilhoso, uma entrega irreversível. É uma loucura do bem, uma paranóia sadia. Oferecer mais do que foi pedido, oferecer-se à toa. Sucumbo diante da delicadeza: a delicadeza é gentileza refinada.

Não  é um hábito, mas uma missão.

A delicadeza é vontade de abraçar com as palavras, beijar com as palavras, assumir as palavras. Gentileza não é para qualquer um. Não é boa ação , não é ajudar alguém atravessar a rua, mas ajudar a atravessar o rosto. Gentileza não pede recompensa, não conta pontos ao paraíso. Gentileza é ser mais do que estar. É cuidar sem precisar ser cuidado. É compreender sem necessitar perguntar. É uma compaixão por aquilo que não presta, mas que tem muito sentido. É passar livros que se gosta adiante, roupas que se gosta adiante, lembranças que se gosta adiante.  Quem acumula não é gentil, gentil é quem não se economiza, não deseja colecionar pertecimentos. Delicadeza é uma felicidade que não acaba nem com a tristeza. É uma gana de viver que não termina nem com a dor. Delicados são os que guardam uma letra de música para dizer um dia a sua companhia predileta, é dançar coladinho na sala com a própria voz, é lavar pratinhos dos vasos na chuva.É se importar com aquilo que tem necessidade, é criar necessidades do nada. É perder tempo pensando no outro mais do que em si mesmo, é ceder espaço para o outro mais do que a si mesmo. É um gesto natural, amar a disposição, amar o que vem pelo acaso, amar o capricho, fazer as coisas tão acabadas que o embrulho é o próprio presente. Gentileza é uma paixão responsável.É quase uma telepatia se não fosse presença completa. A presença é sempre maior do que a telepatia.

Gentileza nunca é forçada, é espontânea ou não é, não pode ser explicada, não pode ser cobrada.

Ela não ocorre uma vez ao dia – ela é um estado permanente da audição, é segurar o mundo pelos ouvidos. A gentileza é a generosidade mais verdadeira, porque não depende de ninguém, não é um investimento, não traz juros para fé. Irrompe como um riso, e não tem autoria como a alegria.
É de todos em você.
By: Fabrício Carpinejar

domingo, novembro 2

OS RIOS DENTRO DE NÓS


Afeto e desejo raramente se encontram na vida dos homens
Afeto e desejo são sentimentos gêmeos. Em alguns momentos da existência eles se ignoram, em outros parecem inseparáveis. Na vida dos homens, mais do que das mulheres, eles são como rios paralelos que às vezes se esbarram, mas raramente se encontram. Por isso é tão mais difícil para os homens encontrar prazer e sentimentos duradouros. Por isso não conseguem estar inteiros nas relações – porque vivem divididos por dentro.  

Acho que essa dificuldade explica parte das contradições que os homens exibem o tempo inteiro. “Ele disse que estava apaixonado, mas logo depois mostrou que não estava”: era o desejo falando, sem o amparo duradouro do sentimento. “Ele foi embora, mas voltou logo depois, dizendo que me amava”: o corpo da outra precisou estar ausente para o sujeito perceber os próprios sentimentos. “Ele parecia tão interessado quando eu não queria, depois que eu me apaixonei ele sumiu”: o desejo enlouquece com o que ainda não tem, e pode se cansar rapidamente depois de saciado. Afetos são mais constantes e duradouros. 

Nenhum desses comportamentos é exclusivamente masculino, mas eles são mais visíveis nos homens – embora a gente escute reclamações, cada vez mais frequentes, de que as mulheres estão agindo de forma igualmente egoísta e superficial. Num mundo ordenado cada vez mais profundamente pela lógica da posse e do consumo, ninguém está imune a se portar como colecionador serial de corpos e pessoas descartáveis. Pode ser, mas o convívio sugere que mulheres ainda são mais atentas aos próprios sentimentos, e que eles falam mais de perto com as sensações delas de prazer.  

Dou um exemplo: mesmo homens maduros podem se descobrir à beira de um colapso nervoso ou de uma depressão enquanto se relacionam, simultaneamente, com um bando de mulheres. O sujeito está péssimo, mas continua ali, tentando resolver sua angústia num mar de... mulheres. É mais difícil achar uma mulher numa situação dessas. Mesmo aquelas que poderiam abusar do corpo ou do carisma agem de outra forma. Uma rápida peneira afetiva faz com que o bando de candidatos ou fiquetes seja reduzido a um (ou dois) que tenham significado emocional. O resto dança. As mulheres são menos propensas a se perder num mar de corpos. Os homens, para o bem e para o mal, parecem às vezes ter nascido para isso - ainda que os corpos sejam somente imaginários. 

Outro dia, uma aluna de jornalismo que está fazendo um trabalho de conclusão de curso me fez a pergunta de um milhão de reais: o que é o amor para você? Na hora, claro, eu respondi bobagens prolixas. Horas depois me ocorreu uma resposta mais simples, que tem a ver com o assunto do qual estamos tratando. Amor é foco. Amar é sentir que a vida se condensa em torno de um sentimento e de uma pessoa, e por isso se torna deliciosamente simples, tanto quanto intensa. As dúvidas e os problemas recuam para o segundo plano. O tédio, o medo, a confusão se dissolvem num grande sentimento claro e límpido. Ele é como o facho de luz que atravessa uma lente e se transforma, do outro lado, num único ponto rutilante. 

Essa definição de amor significa o contrário da multidão de corpos. Ela é sinônimo de escolha e singularização. Talvez por isso seja difícil de atingir, e ainda mais difícil de manter. O desejo que se desloca de um corpo para outro, sem passar pelo filtro rigoroso e constante do afeto, é o contrário da seleção. Ele não implica em renúncia nenhuma, e talvez não leve a lugar algum. 

Não sei se o desejo inquieto dos homens algum dia será coletivamente diferente, mas, pessoalmente, individualmente, ele muda. Com o passar do tempo, cresce de maneira imperceptível a vinculação entre sentimento e desejo na vida dos homens. O sujeito não se torna necessariamente mais constante, mas o desejo dele começa a ser subordinado a critérios que as mulheres talvez reconheçam, por serem afetivos – ele deseja quem conhece melhor, deseja mulheres de quem gosta. Aquela dona escultural de quem ele nem sabe o nome é uma delícia, mas não é com ela que ele sonha embaixo do chuveiro. 

O desejo profundo passa a incluir formas de intimidade e acolhimento. Continua volátil, ainda insiste em ser voraz, mas cada vez está mais vinculado aos afetos. Os rios do amor e do desejo cuidadosamente se aproximam. Talvez uma vida não seja suficiente para que se juntem, mas quem realmente sabe? 
By: Ivan Martins. Editor Época.

domingo, outubro 26

- TEMPOS DIFÍCEIS -


Estamos vivendo tempos difíceis em que o amor anda desabrigado, os corações embrutecidos, desconfiados e amargos, as pessoas inconsequentes, sem respeito algum pelo próximo. 

As palavras saem como flechas dos lábios, as atitudes impensadas ferem como punhal, e a compaixão, a misericórdia, a paciência, a humildade, a simplicidade, a educação, os bons costumes perderam o lugar para a soberania do "eu" . 

Todos querem mudança, mas ninguém se dispõe a mudar; briga-se por um lugar, mas não há quem conserte o que é preciso consertar (o pensamento ). 

Estamos vivendo aos gritos e nem sequer percebemos que é preciso calar para que a paz e as verdades tomem o seu devido lugar.
By: Cecília Sfalsin



domingo, outubro 19

QUE POSSO DESEJAR PARA VOCÊ, HOJE?



"Que as verdadeiras amizades continuem.
Que as lágrimas sejam poucas, e compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam festejadas por todos.
Que o carinho esteja presente em um simples olá,
ou em qualquer outra frase mesmo que digitada rapidamente.
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades, novos amores, novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida apontando o caminho correto.
Que as coisas pequenas como a inveja ou desamor, sejam retiradas de nossa vida.
Que aquele que necessite de ajuda encontre sempre em nós uma animadora palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Que o perdão e a compreensão superem as amarguras e as desavenças.
Que este nosso pequeno mundo virtual seja cada vez mais humano.
Que tudo que sonhamos se transforme em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nossa meta absoluta.
Que nossa jornada de hoje esteja repleta de flores.
Que a Felicidade momentânea da Vingança, ceda espaço para a Felicidade eterna do Perdão.
Neste dia mais que nunca, 
desejo para você tudo o que há de melhor no Universo,
e que seus sonhos sejam todos realizados."


sábado, outubro 18





"A divergência e o debate são comuns e saudáveis em uma democracia. Podemos discordar em muitos pontos, mas tenho certeza que concordamos nos principais valores básicos, essenciais à sociedade que sonhamos para o futuro.
Podemos discordar das privatizações, mas não precisamos aceitar que a
roubalheira, o aparelhamento político e a incompetência tomem conta das nossas estatais.
Podemos admirar os programas sociais do PT, mas não precisamos aceitar um governo que mente descaradamente que seus adversários acabariam com eles em um óbvio terrorismo eleitoral.
Podemos não gostar dos EUA, mas não precisamos apoiar um governo que se alia às piores ditaduras do mundo e defende países terroristas.
Podemos não gostar da Globo ou da Veja, mas não precisamos de um governo que tenta controlar a imprensa.
Podemos não gostar do PSDB, mas não podemos aceitar um governo, que se dizia guardião da ética, viver mergulhado em escândalos diários, e se aliar e defender a escória da política nacional...
Podemos não gostar do Aécio, mas não podemos permitir que todas essas
práticas sejam incentivadas, premiadas e perpetuadas.
Podemos querer outras alternativas, mas não podemos deixar no poder uma quadrilha cuja cúpula, mesmo presa na Papuda, é tratada como heróis e continua filiada ao partido!
Não podemos deixar que continuem a sambar na nossa cara, infiltrando membros no STF para livrar seus pares, comprando o legislativo com mesadas, sangrando nosso país em benefício próprio e de ditaduras e pseudodemocracias. Se fizermos isso será um atestado de que somos tão sem-vergonhas quanto eles, que NADA nos choca e tudo pode nessa terra porque não temos mais qualquer capacidade de indignação.
Se você não concorda com isso, é hora de mudar. Voto nulo, branco ou abstenção é o mesmo que endossar suas práticas.
É hora de união contra aqueles que tentam rachar o país, com um discurso irresponsável e preconceituoso de "nós" contra "eles", "pobres" contra "ricos", "negros"
contra "brancos", "povo" contra "elite branca"...
Ricos, pobres, mulatos, negros, brancos, sudeste, nordeste, centro-oeste, norte, sul, todos juntos contra a podridão desse grupo corrupto e incompetente."
(O texto não é meu, é de todo brasileiro que cansou e quer um país melhor).

domingo, setembro 28

- PARA TI -

Para ti criei todas as palavras 
e todas me faltaram 
no minuto em que talhei 
o sabor do sempre.

Para ti dei voz 
às minhas mãos 
abri os gomos do tempo 
assaltei o mundo 
e pensei que tudo estava em nós 
nesse doce engano 
de tudo sermos donos 
sem nada termos 
simplesmente porque era de noite 
e não dormíamos 
eu descia em teu peito 
para me procurar 
e antes que a escuridão 
nos cingisse a cintura 
ficávamos nos olhos 
vivendo de um só 
amando de uma só vida.
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"



domingo, setembro 21

- PRIMAVERA, BEM-VINDA!
















Sinto cheiro de flores
De todas as cores
Flores atrevidas
Cravos, rosas e margaridas
Sinto cheiro de harmonia
Pétalas exalando perfume
Como se fosse costume
Semear alegria
Pressinto a chegada
De um tempo bom
Tempo de calmaria
De flores brotando na rua
Alimentando pássaros
Florindo casas... Minha e tua
Sinto que é chegado o momento
Do frio e o escuro dar lugar a cor
De trazer novos ventos
Sentimentos
Que soprem a nosso favor...
By: Joana Tiemann

domingo, setembro 14

- O AMOR NUNCA FALHA -


"O amor não é retardatário, nem adiantado, ouvi dizer. 
Ele chega quando tem que chegar, de surpresa, como tudo de bom na vida. 
Chega quando o coração precisa, não quando quer. 
Chega quando a alma sonha, não quando o corpo pede. 
Chega como um verso doce, um vinho bom e um perfume inesquecível. 
Traz ou deixa lembranças, afetos, carinhos, vividos, amados, sonhados. 
Um dia, meio desacreditada do amor, alguém me disse para ter calma pois o amor nunca falha. 
E por mais que eu diga que não tenho esperanças, a verdade é que sinto aqui dentro, bem no meu íntimo, uma sementinha de crença desabrochar. 
Ela cresce em mim, verdinha, linda. E eu, sinceramente, espero que dê frutos."





"Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe." By: Rubem Alves