domingo, agosto 31

- VOCÊ MAIOR -




As redes sociais alimentam, mas não são as únicas responsáveis pela egolatria que tomou conta do mundo. Vivendo numa bolha chamada sociedade de consumo, cada um de nós passou a ser encarado como um produto e, como tal, precisa se vender.

Para se colocar bem no mercado do amor e no mercado de trabalho, tornou-se obrigatório apresentar um perfil, e então tratamos de falar muito sobre nós, sobre nossos atributos e tudo o que possa fazer a gente avançar em relação à concorrência, que não é pequena. Somos os publicitários de nós mesmos, uns mais discretos, outros mais exibidos, mas todos procurando encantar o próximo, que propaganda nada mais é do que isso: a arte de seduzir.

Contraditoriamente, quando se torna necessário falarmos não de nossos atributos, mas de nossas dores, de nossas inseguranças e de nossos defeitos, fechamos a boca. Mesmo os que estão bem perto, aqueles que nos são íntimos, não escutam a nossa voz. Calamos por temer um julgamento sumário. Produtos precisam ser eficientes, não podem ter falhas.

A boa notícia é que tudo isso é um absurdo. Não somos um produto. Não precisamos de slogan, embalagem, jingle. Estamos aqui para conviver, e não para sermos consumidos. E, se quisermos que realmente nos conheçam, o ideal seria parar de nos anunciarmos como o último copo d’água do deserto.

O documentário Eu Maior, um dos trabalhos mais tocantes a que assisti nos últimos tempos, traz o depoimento de filósofos, artistas, cientistas e ambientalistas sobre quem verdadeiramente somos e como devemos nos relacionar com o universo. Entre várias colocações ponderadas, teve uma de Marina Silva que tomei como uma lição de comportamento: “Você descobre a qualidade de uma pessoa não quando ela fala de si, mas quando ela fala dos outros”.

Ou seja, o que revela sua verdadeira natureza são os comentários venenosos que costuma distribuir ou os elogios que faz sobre amigos e desconhecidos. São as fofocas que oculta para não menosprezar seus semelhantes ou que espalha por aí, acrescentando uma maldadezinha extra. Você é avaliado de forma mais precisa através da sua capacidade de enaltecer o positivo que há ao seu redor ou de propagar o negativismo que sobressai em tudo o que vê.

Você demonstra que é uma pessoa maior – ou menor – de acordo com sua necessidade de diminuir ou de valorizar aqueles que o rodeiam, de acordo com um olhar que deveria ser justo, mas que quase sempre é competitivo. É através das suas palavras amorosas ou das suas declarações injuriantes que os outros saberão exatamente quem é você – pouco importando o que você diga sobre si mesmo.
Sobre você mesmo, deixe que falemos nós.
By: Martha Medeiros

- AMIGOS -




Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
By: Oscar Wilde

-O MUNDO DÁ VOLTAS -



"As situações mudam a todo instante, por isso é importante sempre viver dignamente e respeitar o próximo acima de tudo. 
O mundo dá voltas. Não maltrate ninguém, não humilhe ninguém. Como diz um antigo provérbio chinês: 'Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos.'
Tempo e circunstâncias podem mudar a qualquer minuto. Por isso, não desvalorize ou machuque ninguém a sua volta. Você pode ter poder hoje, mas lembre-se: o tempo é muito mais poderoso do que qualquer um de nós!
Uma árvore faz um milhão de fósforos, mas basta um fósforo para queimar milhões de árvores. Portando, seja bom. Faça o bem." 
By: Carlos Hilsdorf

domingo, agosto 24

- Cheiro de Alecrim -



" Acho tão bonito casais que duram. Não importa o tempo, o que vale é a intensidade. Querer estar junto vale muito mais do que estar junto há 20 e tantos anos só por comodidade. Sei que estou falando obviedades, mas hoje vi um casal de velhinhos na rua.


Me doeu de uma forma linda. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. A gente vê uma cena e o coração fica emocionado. Nos dias de hoje, com tanta tecnologia, com tanta correria, com tanta falta de tempo, com tanto olho no próprio umbigo e nos próprios problemas, com tanta disputa pelo poder, pelo dinheiro, por ter mais e mais, sei lá, acho bonito ver um casal de velhinhos na rua.


A mão, enrugadinha, segura a outra mão. A outra mão, por sua vez, segura uma bengala. Falta equilíbrio, sobra experiência. Falta a juventudade, sobra história para contar. Falta uma pele lisa, sobram marcas de expressão que contam segredos. Envelhecer não é feio. Em tempos de botox, a gente devia olhar um pouco para dentro. De si. Do outro. Do amor.


As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.


Os casais antigos são mais pacientes com os erros e os defeitos do outro. Não acho que mulher tem que ser dona de casa e aceitar um par de chifres. Mas acho que a mulher tem que entender que o homem é diferente. E vice-versa. A mulher quando quer ajuda quer agora e não daqui a cinco minutos. Diferenças de gênio, diferenças de gênero. E que bom que elas existem. E que bom que existem casais com cabelos bem branquinhos e olhares meigos para nos lembrar que o amor pode durar, sim."

Clarissa Corrêa

- As 4 Leis da Espiritualidade Indiana -




"A primeira diz:
A pessoa que vem é a pessoa certa.
Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: 
Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum 'se eu tivesse feito tal coisa…' ou 'aconteceu que um outro…'. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz:
Toda vez que você iniciar é o momento certo.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: 
Quando algo termina, ele termina.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado."

domingo, agosto 17

- SIMPLES ASSIM -




"Que os sorrisos sejam eternos. Que os amores sejam reais. Que os sonhos sejam possíveis. Que a vontade de ficar seja maior que a vontade de ir. Que os dias sejam doces. Que a vida seja calma. Que a gente tenha paz. Que a felicidade nos alcance. Que a gente viva bem. " 

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe..."
Vinicius de Moraes

"Respira fundo e se renova...
Porque Deus é oxigênio, e respirando fundo ele nos abraça por dentro."

"O Universo conspira a favor de quem não conspira contra ninguém." 

"Não ficamos velhos, ficamos incríveis."

"Supera-te! Ousa-te! Entrega-te!"
Celeste Simões

"INSPIRA, RESPIRA e principalmente...NÃO PIRA!"

terça-feira, agosto 12

- ROBIN WILLIAMS -




Sem conhecer as pessoas, por meio de seus personagens, mudou a vida de muitas, incentivando-as a mudar seus conceitos de vida.

Foi o "Homem Bicentenário", mostrando-nos que até uma máquina sabe o quão importante é sentir-se vivo.

Foi "O Amor Além da Vida", mostrando-nos que a vida continua e que os sentimentos não se perdem.

Como professor, na "Sociedade dos Poetas Mortos", falou-nos de valores maiores que os monetários, da arte da poesia e da leitura e do entusiasmo.

Em "Patty Adams" mostrou que, de fato, o amor é contagioso.

E deu "Good morning Vietnam" pelas ondas do radio mostrando que todos precisam receber um bom dia, mesmo na guerra.

Agora, fecharam-se as cortinas, encerra-se o espetáculo de um ator dinâmico, intenso e, paradoxalmente ao fato, cheio de vida para dar, mas, infelizmente não para vivê-la, pelo menos na matéria. O que lhe aconteceu, o que lhe motivou, por que, em tese, desistiu?

Somente ele o sabe. A nós, outros, figurantes da vida alheia, não nos cabe juízo de valor.

Nossas preces para você amigo das telas, em agradecimento pelo que fez por meio de seus personagens. Você lutou, pode, aparentemente ter perdido, mas só a batalha do momento. Não há poeta morto, somos mais que bicentenários, o amor está nessa e além dessa vida, é contagioso e o bom dia não será mais para o Vietnam, mas para a vida.

Deus o abençoe e o fortaleça, pois a vida continua e você tem muito ainda o que fazer.
By: Simão Pedro de Lima

domingo, agosto 10

- FELIZ DIA DOS PAIS -




"Este homem que eu admiro tanto, com todas as suas virtudes e também com seus limites. Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento, mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.

Este mestre contador de histórias traz em seu coração tantas memórias, espalha no meu caminhar muitas esperanças, certezas e confiança.

Este homem alegre e brincalhão, mas também, às vezes, silencioso e pensativo, homem de fé e grande luta, sensível e generoso.

O abraço aconchegante a me acolher, este homem, meu pai, com quem aprendo a viver. Pai, paizinho, paizão… meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo: infinito é teu coração.

Obrigado, PAI, por orientar o meu caminho, feito de lutas e incertezas, mas também de muitas esperanças e sonhos."

sexta-feira, julho 25

- ATITUDE -





"Quanto mais tempo eu vivo, mais percebo a importância da ATITUDE na vida de uma pessoa. 

ATITUDE, para mim, é mais importante que os fatos.

É mais importante que o passado, a educação, o dinheiro, as circunstâncias, as falhas, o sucesso; mais importante do que outras pessoas pensam, falam ou fazem. 

É mais importante que a aparência, o dom ou habilidade. 

Ela irá construir ou quebrar uma empresa, uma igreja, um lar.

O importante é que temos a escolha diária com relação à ATITUDE que vamos tomar para aquele dia. 

Não podemos mudar o passado, não podemos mudar o fato de que as pessoas irão agir de determinada maneira. 

Não podemos mudar o inevitável. 

A única coisa que podemos é FAZER com aquilo que temos: Com nossa ATITUDE.

Estou convencido de que a vida é dez por cento o que acontece e noventa por cento como reajo a isso. E assim é com você.

Somos responsáveis pelas nossas atitudes.

E você, tem tomado as atitudes certas na vida?"

segunda-feira, julho 21

FIDELIDADE OU LEALDADE?


A gente se preocupa demais com uma e esquece da outra, 
que talvez seja mais importante.


Nos últimos dias, ando apaixonado pela palavra “lealdade”. Deve ser por causa de um livro que estou terminando, um romance sobre antigos amigos e amantes que voltam a se encontrar e precisavam acertar suas diferenças. Eles já não se gostam, mas confiam um no outro. Eles deixaram de se amar, mas ainda se protegem mutuamente. Isso é lealdade, em uma de suas formas mais bonitas. Lealdade ao que fomos e sentimos.
Ao ler o romance, me ocorreu que amar é fácil. Tão fácil que pode ser inevitável. A gente ama quem não merece, ama quem não quer nosso amor, ama a despeito de nós mesmos. Tem a ver com hormônios, aparência e sensações que não somos capazes de controlar. A lealdade não. Ela não é espontânea e nem barata. Resulta de uma decisão consciente e pode custar caro. Ela é uma forma de nobreza e tem a ver com sacrifício. Não é uma obrigação, é uma escolha que mistura, necessariamente, ideias e sentimentos. Na lealdade talvez se manifeste o melhor de nós.
Antes que se crie a confusão, diferenciemos: lealdade não é o mesmo que fidelidade, embora às vezes elas se confundam. Ser fiel significa, basicamente não enganar sexual ou emocionalmente o seu parceiro. É um preceito, uma regra que se cumpre ou não se cumpre, uma espécie de obrigação. O custo da fidelidade é relativamente baixo: você perde oportunidades românticas e sexuais. Não tem a ver, necessariamente, com sentimentos. Você pode desprezar uma pessoa e ser fiel a ela por medo, coerência, falta de jeito ou de oportunidade. Assim como pode amar alguém perdidamente e ser infiel. Acontece todos os dias.

Lealdade é outra coisa. Ela vai mais fundo que a mera fidelidade. Supõe compromisso, conexão, cuidado. Implica entender o outro e respeitá-lo no que é essencial para ele - e pode não ser o sexo. Às vezes o outro precisa de cumplicidade intelectual, apoio prático, simples carinho. Outras vezes, a lealdade requer sacrifícios maiores.
A primeira vez que deparei com a lealdade no cinema foi num filme popular de 1974, Terremoto. No final do drama-catástrofe, o personagem principal – um cinquentão rico, heroico e boa pinta – tem de escolher entre tentar salvar a mulher com quem vivia desde a juventude, com risco da sua própria vida, ou safar-se do desastre com a jovem amante. Ele escolhe salvar a velha companheira e morre com ela. Parece apenas um dramalhão exagerado, mas desde Shakespeare o drama ocidental está repleto de escolhas desse tipo. É assim que nos metem conceitos elevados na cabeça. Vi esse filme com 16 e 17 anos e nunca mais deixei de pensar na lealdade em termos drásticos.
        
A lealdade está amparada em valores, não apenas em sentimentos. É fácil cuidar de alguém quando se está apaixonado. Mais fácil que respirar, na verdade. Mas o que se faz quando os sentimentos desaparecem – somem com eles todas as responsabilidades em relação ao outro? Sim, ao menos que as pessoas sejam movidas por algo mais que a mera atração. Se não partilham nada além do desejo, nada resta depois do romance. Mas, se houver cumplicidades maiores, então se manifesta a lealdade. Ela dura mais do que os sentimentos eróticos porque se estende além deles.
O romantismo, embora a gente não o veja sempre assim, é uma forma exacerbada de egoísmo. Meu amor, minha paixão, minha vida. Minha família, inclusive. Tem a ver com desejo, posse e exclusividade, que tornam a infidelidade insuportável, a perda intolerável. As pessoas matam por isso todos os dias. Porque amam. É um sentimento que não exige elevação moral e pode colocar à mostra o pior de nós mesmos, embora pareça apenas lindo.
Minha impressão é que o mundo anda precisado de lealdade. Estamos obcecados pela ideia da fidelidade porque a infidelidade nos machuca. Sofremos exacerbadamente porque o mundo, o nosso mundo, não contém nada além de nós mesmos, com nossos sentimentos e necessidades. Quando algo falha em nossa intimidade, desabamos.
Talvez devêssemos pensar de forma mais generosa. Talvez precisemos nos apaixonar por ideias, nos ligar por compromissos, cultivar sonhos e aspirações que estejam além dos nossos interesses pessoais. Correr riscos maiores que o de ser traído ou demitido. O idealismo, que tem sido uma força de mudança na conduta humana, precisa ser resgatado. Não apenas para salvar o planeta e a sociedade, mas para nos dar, pessoalmente, alguma forma de esperança. A fidelidade nos leva até a esquina. A lealdade talvez nos conduza mais longe, bem mais longe.
By: Ivan Martins. Editor-executivo de Época.

quinta-feira, julho 17

- COSCUVILHICE -


Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.
By: Meryl Streep

terça-feira, julho 15

- O HOMÃO -


Alguns anos atrás, escrevi um texto chamado O Mulherão para o Dia Internacional da Mulher. Fez um razoável sucesso, tanto que até hoje esse texto é lido e publicado em diversos veículos de comunicação quando chega março.

Pois cá estamos, novamente, na vizinhança desta data comemorativa, e desta vez minha homenagem vai para o homão, aquele que não tem dia algum no calendário para valorizar seus esforços.

Homão é aquele que tem assistido a ascensão feminina nas empresas, na política, na arte, no esporte e tem achado tudo mais do que justo. Nunca li um artigo de um homem reclamando por as mulheres estarem dominando o mundo (não acredito que escrevi isso!). Ao contrário: os inteligentes (e todo homão é inteligente) estão tendo muito prazer em compartilhar seus gabinetes conosco e não choram pelos cantos caso tenham uma chefe mulher (homão chora, mas chora por amor, não por motivos toscos).

Homão gosta de mulher. Parece óbvio, mas há muitos homens (não homões) que só gostam de mulher para cama, mesa e banho. O homão gosta de mulher para cama, mesa, banho, escritório, livraria, cinema, restaurante, sala de parto, beira de praia, estrada, museu, palco, estádio. E, às vezes, pode nem gostar delas pra cama, mesa e banho, e ainda assim continuar um homão.

Homão é aquele que encara parque no final de semana, faz um jantar delicioso, dá conselho, pede conselho, trabalha até tarde da noite, compensa no outro dia buscando os filhos na escola, dirige o carro, em outras vezes é co-piloto, não acha ruim ela ganhar mais do que ele, não acha nada ruim quando ela propõe uma noitada das arábias, recebe amor, dá amor, é bom de contabilidade e sabe direitinho o que significa fifty-fifty.

Homão é aquele que compreende que TPM não é frescura e que reconhece que filhos geralmente sobrecarregam mais as mães do que os pais, então eles correm atrás do prejuízo, aliviando nossa carga com prazer. Homão acha um porre discutir a relação, mas discute. Homão não concorda com tudo o que a gente diz e faz, senão não seria um homão, e sim um panaca, mas escuta, argumenta e acrescenta idéias novas. Homão não fica dizendo que no tempo do pai dele é que era bom, o pai mandava e a mãe obedecia. Homão reconhece as vantagens de estar interagindo com seres do mesmo calibre e não depende de uma arma ou de um carro ultra- potente para provar que é um homão. O homão sabe que não há nada como ter uma grande mulher a seu lado.
By: Martha Medeiros.

sábado, julho 5

- UMA LIÇÃO DE VIDA -





"Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.

- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…

- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, o aconselho a depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:

1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.

2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.

3- Curta coisas simples.

4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.

6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.

7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego:

de tanto rir …

de surpresa …

de êxtase …

de felicidade!

Simples assim! "

domingo, junho 22

- ACREDITE EM VOCÊ -




Acreditar, acreditar, acreditar com o coração e a alma, e não se esquecer que nenhum sonho é fácil de ser realizado, é preciso ter o amor como base para fortalecer e motivar, só com amor você não desiste e mantém a esperança e paciência. Caminhe como se eles já estivessem sido realizados, isso aumentará o sentimento de satisfação e automaticamente aquela sensação que algo maravilhoso acontecerá, nunca sairá do seu ser. Acredite no seu potencial mesmo que aquele sonho parece distante, através do amor ele esta mais perto do que você poderia entender. Acredite em você, isso fará você acreditar que as pessoas também tem sonhos, pois quanto mais desejamos a felicidade das pessoas mais alcançaremos nossos sonhos. Você é amado.
By: Rhenan Carvalho

- O CAMINHO DE VOLTA -




Já estou voltando. 
Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. 
Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. 
Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.
Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. 
Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? 
No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". 
Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). 
É longe que só a gota serena. 
Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. 
Menos marca e mais tempo. 
E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? 
E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. 
E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. 
No São João, assamos milho na fogueira. 
Aos domingos, converso com os vizinhos. 
Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" 
Você provavelmente ainda está indo. 
Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". 
Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
~ Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.