sexta-feira, julho 25

- ATITUDE -





"Quanto mais tempo eu vivo, mais percebo a importância da ATITUDE na vida de uma pessoa. 

ATITUDE, para mim, é mais importante que os fatos.

É mais importante que o passado, a educação, o dinheiro, as circunstâncias, as falhas, o sucesso; mais importante do que outras pessoas pensam, falam ou fazem. 

É mais importante que a aparência, o dom ou habilidade. 

Ela irá construir ou quebrar uma empresa, uma igreja, um lar.

O importante é que temos a escolha diária com relação à ATITUDE que vamos tomar para aquele dia. 

Não podemos mudar o passado, não podemos mudar o fato de que as pessoas irão agir de determinada maneira. 

Não podemos mudar o inevitável. 

A única coisa que podemos é FAZER com aquilo que temos: Com nossa ATITUDE.

Estou convencido de que a vida é dez por cento o que acontece e noventa por cento como reajo a isso. E assim é com você.

Somos responsáveis pelas nossas atitudes.

E você, tem tomado as atitudes certas na vida?"

segunda-feira, julho 21

FIDELIDADE OU LEALDADE?


A gente se preocupa demais com uma e esquece da outra, 
que talvez seja mais importante.


Nos últimos dias, ando apaixonado pela palavra “lealdade”. Deve ser por causa de um livro que estou terminando, um romance sobre antigos amigos e amantes que voltam a se encontrar e precisavam acertar suas diferenças. Eles já não se gostam, mas confiam um no outro. Eles deixaram de se amar, mas ainda se protegem mutuamente. Isso é lealdade, em uma de suas formas mais bonitas. Lealdade ao que fomos e sentimos.
Ao ler o romance, me ocorreu que amar é fácil. Tão fácil que pode ser inevitável. A gente ama quem não merece, ama quem não quer nosso amor, ama a despeito de nós mesmos. Tem a ver com hormônios, aparência e sensações que não somos capazes de controlar. A lealdade não. Ela não é espontânea e nem barata. Resulta de uma decisão consciente e pode custar caro. Ela é uma forma de nobreza e tem a ver com sacrifício. Não é uma obrigação, é uma escolha que mistura, necessariamente, ideias e sentimentos. Na lealdade talvez se manifeste o melhor de nós.
Antes que se crie a confusão, diferenciemos: lealdade não é o mesmo que fidelidade, embora às vezes elas se confundam. Ser fiel significa, basicamente não enganar sexual ou emocionalmente o seu parceiro. É um preceito, uma regra que se cumpre ou não se cumpre, uma espécie de obrigação. O custo da fidelidade é relativamente baixo: você perde oportunidades românticas e sexuais. Não tem a ver, necessariamente, com sentimentos. Você pode desprezar uma pessoa e ser fiel a ela por medo, coerência, falta de jeito ou de oportunidade. Assim como pode amar alguém perdidamente e ser infiel. Acontece todos os dias.

Lealdade é outra coisa. Ela vai mais fundo que a mera fidelidade. Supõe compromisso, conexão, cuidado. Implica entender o outro e respeitá-lo no que é essencial para ele - e pode não ser o sexo. Às vezes o outro precisa de cumplicidade intelectual, apoio prático, simples carinho. Outras vezes, a lealdade requer sacrifícios maiores.
A primeira vez que deparei com a lealdade no cinema foi num filme popular de 1974, Terremoto. No final do drama-catástrofe, o personagem principal – um cinquentão rico, heroico e boa pinta – tem de escolher entre tentar salvar a mulher com quem vivia desde a juventude, com risco da sua própria vida, ou safar-se do desastre com a jovem amante. Ele escolhe salvar a velha companheira e morre com ela. Parece apenas um dramalhão exagerado, mas desde Shakespeare o drama ocidental está repleto de escolhas desse tipo. É assim que nos metem conceitos elevados na cabeça. Vi esse filme com 16 e 17 anos e nunca mais deixei de pensar na lealdade em termos drásticos.
        
A lealdade está amparada em valores, não apenas em sentimentos. É fácil cuidar de alguém quando se está apaixonado. Mais fácil que respirar, na verdade. Mas o que se faz quando os sentimentos desaparecem – somem com eles todas as responsabilidades em relação ao outro? Sim, ao menos que as pessoas sejam movidas por algo mais que a mera atração. Se não partilham nada além do desejo, nada resta depois do romance. Mas, se houver cumplicidades maiores, então se manifesta a lealdade. Ela dura mais do que os sentimentos eróticos porque se estende além deles.
O romantismo, embora a gente não o veja sempre assim, é uma forma exacerbada de egoísmo. Meu amor, minha paixão, minha vida. Minha família, inclusive. Tem a ver com desejo, posse e exclusividade, que tornam a infidelidade insuportável, a perda intolerável. As pessoas matam por isso todos os dias. Porque amam. É um sentimento que não exige elevação moral e pode colocar à mostra o pior de nós mesmos, embora pareça apenas lindo.
Minha impressão é que o mundo anda precisado de lealdade. Estamos obcecados pela ideia da fidelidade porque a infidelidade nos machuca. Sofremos exacerbadamente porque o mundo, o nosso mundo, não contém nada além de nós mesmos, com nossos sentimentos e necessidades. Quando algo falha em nossa intimidade, desabamos.
Talvez devêssemos pensar de forma mais generosa. Talvez precisemos nos apaixonar por ideias, nos ligar por compromissos, cultivar sonhos e aspirações que estejam além dos nossos interesses pessoais. Correr riscos maiores que o de ser traído ou demitido. O idealismo, que tem sido uma força de mudança na conduta humana, precisa ser resgatado. Não apenas para salvar o planeta e a sociedade, mas para nos dar, pessoalmente, alguma forma de esperança. A fidelidade nos leva até a esquina. A lealdade talvez nos conduza mais longe, bem mais longe.
By: Ivan Martins. Editor-executivo de Época.

quinta-feira, julho 17

- COSCUVILHICE -


Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.
By: Meryl Streep

terça-feira, julho 15

- O HOMÃO -


Alguns anos atrás, escrevi um texto chamado O Mulherão para o Dia Internacional da Mulher. Fez um razoável sucesso, tanto que até hoje esse texto é lido e publicado em diversos veículos de comunicação quando chega março.

Pois cá estamos, novamente, na vizinhança desta data comemorativa, e desta vez minha homenagem vai para o homão, aquele que não tem dia algum no calendário para valorizar seus esforços.

Homão é aquele que tem assistido a ascensão feminina nas empresas, na política, na arte, no esporte e tem achado tudo mais do que justo. Nunca li um artigo de um homem reclamando por as mulheres estarem dominando o mundo (não acredito que escrevi isso!). Ao contrário: os inteligentes (e todo homão é inteligente) estão tendo muito prazer em compartilhar seus gabinetes conosco e não choram pelos cantos caso tenham uma chefe mulher (homão chora, mas chora por amor, não por motivos toscos).

Homão gosta de mulher. Parece óbvio, mas há muitos homens (não homões) que só gostam de mulher para cama, mesa e banho. O homão gosta de mulher para cama, mesa, banho, escritório, livraria, cinema, restaurante, sala de parto, beira de praia, estrada, museu, palco, estádio. E, às vezes, pode nem gostar delas pra cama, mesa e banho, e ainda assim continuar um homão.

Homão é aquele que encara parque no final de semana, faz um jantar delicioso, dá conselho, pede conselho, trabalha até tarde da noite, compensa no outro dia buscando os filhos na escola, dirige o carro, em outras vezes é co-piloto, não acha ruim ela ganhar mais do que ele, não acha nada ruim quando ela propõe uma noitada das arábias, recebe amor, dá amor, é bom de contabilidade e sabe direitinho o que significa fifty-fifty.

Homão é aquele que compreende que TPM não é frescura e que reconhece que filhos geralmente sobrecarregam mais as mães do que os pais, então eles correm atrás do prejuízo, aliviando nossa carga com prazer. Homão acha um porre discutir a relação, mas discute. Homão não concorda com tudo o que a gente diz e faz, senão não seria um homão, e sim um panaca, mas escuta, argumenta e acrescenta idéias novas. Homão não fica dizendo que no tempo do pai dele é que era bom, o pai mandava e a mãe obedecia. Homão reconhece as vantagens de estar interagindo com seres do mesmo calibre e não depende de uma arma ou de um carro ultra- potente para provar que é um homão. O homão sabe que não há nada como ter uma grande mulher a seu lado.
By: Martha Medeiros.

sábado, julho 5

- UMA LIÇÃO DE VIDA -





"Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.

- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…

- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focalizá-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, o aconselho a depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:

1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.

2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.

3- Curta coisas simples.

4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.

6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.

7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego:

de tanto rir …

de surpresa …

de êxtase …

de felicidade!

Simples assim! "

domingo, junho 22

- ACREDITE EM VOCÊ -




Acreditar, acreditar, acreditar com o coração e a alma, e não se esquecer que nenhum sonho é fácil de ser realizado, é preciso ter o amor como base para fortalecer e motivar, só com amor você não desiste e mantém a esperança e paciência. Caminhe como se eles já estivessem sido realizados, isso aumentará o sentimento de satisfação e automaticamente aquela sensação que algo maravilhoso acontecerá, nunca sairá do seu ser. Acredite no seu potencial mesmo que aquele sonho parece distante, através do amor ele esta mais perto do que você poderia entender. Acredite em você, isso fará você acreditar que as pessoas também tem sonhos, pois quanto mais desejamos a felicidade das pessoas mais alcançaremos nossos sonhos. Você é amado.
By: Rhenan Carvalho

- O CAMINHO DE VOLTA -




Já estou voltando. 
Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. 
Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. 
Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.
Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. 
Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? 
No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". 
Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). 
É longe que só a gota serena. 
Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. 
Menos marca e mais tempo. 
E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? 
E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. 
E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. 
No São João, assamos milho na fogueira. 
Aos domingos, converso com os vizinhos. 
Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" 
Você provavelmente ainda está indo. 
Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". 
Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
~ Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.

quinta-feira, junho 12

- HOJE É UM DIA IMPORTANTE -





Hoje é o dia da namorada e do namorado. Dos namorados que já casaram há anos e dos que ainda não sabem, mas nunca mais irão se separar.
Hoje é o dia do futebol. Dos que jogam, dos que torcem e dos que simplesmente gostam de festa.
Hoje é dia de aniversário. De nascimento, de casamento, de despedida, de recomeço.
Hoje é dia de lutar e hoje é dia de descansar.
Hoje é dia de tudo. E é dia de nada também.
Por vários e diferentes motivos, hoje é um dia importante - como são todos os outros dias.
Espero que sua celebração ajude a construir algo melhor para todos, independente das nossas diferenças - como deveria ser em todos os outros dias.
By: Domenico Massareto

sábado, junho 7

Não perca tempo para ser feliz!





"Ser feliz é viver a vida sem pensar no amanhã, mas com responsabilidade.
ser feliz é deixar o coração escolher a pessoa certa sem ter pressa.
ser feliz é falar sem ter vergonha das pessoas que ama, e juntos começar tudo de novo em qualquer situação e circunstâncias!
Ser feliz é amar tudo que tem a sua volta e todo dia agradecer por tudo que tem em mãos e o que pretende conquistar.
Ser feliz é amar a si mesmo e jamais se desprezar por causa de uma outra pessoa, porque ser feliz é amar a própria vida!"

- SOMOS QUEIJO GORGONZOLA -



Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto.
No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”.
Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande.
Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia. O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre.
É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada. Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
By: Maitê Proença


domingo, junho 1

Junho, bem-vindo!




Bem-vindo Junho!
Que você traga paz de espírito e otimismo para quem acha que a vida anda sem graça.
Uma ótima dose de saúde para todos nós.
Muito amor para quem anda desiludido.
Muita força para quem está se achando fraco e determinação para quem quer vencer na vida!
Que junho venha com muitas vibrações positivas...

domingo, maio 18

- É triste não saber se nos veremos mais uma vez -




Se a professora soubesse que seria a última vez que veria o Bê sair pela porta da sala, ela certamente daria um abraço apertado e o chamaria de volta, para abraçá-lo uma vez mais.
Se o vizinho soubesse que seria a última vez que ouviria a voz do Bê, não tenho dúvidas de que prestaria mais atenção em cada gesto e olhar, para que pudesse visualizar estes instantes em seu pensamento, dia após dia.
Se o melhor amigo soubesse que seria a última vez que se divertiria com o Bê, com certeza brincaria uns dez minutos a mais, para lembrar para sempre que a infância é, definitivamente, a melhor fase da vida.
Se o parente que mora longe ou a madrinha que está por perto soubessem que seria a última vez que estariam ao lado do Bê, dividindo seu dia e seus sonhos, eles aproveitariam cada segundo para segurar bem apertado sua mão e lembrar que o amor sempre vence.
O mais triste é que a gente nunca sabe quando será a última vez.
Bernardo Boldrini, definitivamente, nunca foi um menino exigente. Em silêncio, só pedia um pouco de amor, de compreensão e de proteção. No sorriso doce, Bernardo expressava a sua própria tristeza. Com um pai ausente, na história do Bê, o herói de repente se tornou o seu maior algoz, capaz de cometer atrocidades.
Bernardo, como toda criança, sempre acreditou num mundo encantado. Nesse mundo de magia e encanto, a maior de todas as aventuras era brincar. Em sua inocência de criança, Bê imaginava um mundo de infinitas possibilidades, em que não existia fome nem maldade e o forte jamais oprimia o fraco.
Nesse mundo mágico, podia viver entre príncipes e princesas, podia correr livre e esbanjar alegria por florestas grandes e repletas de beleza. O mundo de fantasia sempre foi o refúgio nas horas em que a realidade era triste e difícil para Bernardo.
E, para embarcar nessa viagem, o passaporte de Bê era o seu sorriso e a sua esperança.
Nesse mundo mágico, não existe crueldade, não existe pai que abandona filho, nem gente grande que detesta criança.
O Bê embarcou numa viagem rumo ao mundo dos sonhos e da fantasia. Lá, ele sabe que pode percorrer livre e feliz por cidades habitadas por lindas bruxinhas, fadas e duendes. Lá, ele sabe que nas ruas toda criança tem direito a doses diárias de atenção e amor, pois ninguém é tratado com indiferença. Também sabe que, nas casas, famílias esperam ansiosas por suas crianças com beijos e abraços cheios de carinho e alegria.
E é exatamente nesse mundo de fantasia e magia que o Bê agora vai ficar. Com o seu jeito meigo e sorriso doce, o Bê vai continuar sonhando que em algum dia o mundo real não seja mais tão cruel.
Profundamente triste e chocado, como todos, diante dessa terrível tragédia. Luto em Três Passos e em todo o Rio Grande do Sul. Minha solidariedade com todos os familiares e amigos nesse momento de profunda dor e sofrimento. Que Deus console e visite a cada um. A fé e desejo de justiça é o que nos une.
(Dieison Groff é escritor, jornalista e ativista do combate à discriminação e ao bullying nas escolas.)

domingo, maio 11

- SEJA HOMEM PARA TERMINAR -


Se vai se separar, não arrume desculpas ou evasivas.
Não tente colocar a culpa no outro para ainda se sair como vítima.
Não transfira sua decisão, muito menos queira repartir a culpa.
Não fique cavando erros para sair ileso e diminuir sua pena.
Não procure aliviar a dor com eufemismos.
Não torture com falsas promessas para ganhar tempo, não sustente planos conjuntos.
Não escolha o melhor dia para evitar conflitos. Não há melhor dia para se despedir. Todo dia é ruim. Todo dia é triste.
Não diga “eu te amo” por convenção, como se fosse um cumprimento, para despistar o que já definiu em segredo.
Não perdure cobranças se já não deseja mais nada.
Não discuta por horas a fio por um preciosismo ou um deslize se não tem paciência.
Não imponha sua vontade se não tem vontade.
Não banque o tirano, o ditador, para encobrir o crime do desamor.
Não conte aos amigos o que sente se não conta antes para sua companhia.
Não mergulhe na omissão sob a alegação de que ela não vai entender.
Não pense por ela, não fale por ela, não está mais conectado para traduzir o que ela deseja.
Não faça fiado com o silêncio, não faça empréstimo com as lembranças, não invente de pagar as palavras com juros.
Seja direto, didático, claro.
Que encontre a coragem da simplicidade. A confusão neste momento gera covardia.
Sem teorias, sem defesa, sem chantagem, sem adiamentos.
Exponha que não ama mais ou o que está envolvido com uma nova pessoa ou que não tem mais interesse.
Mas assuma o ponto final, não finja que é uma vírgula.
Metade dos traumas da separação é que alguém saiu sem explicar o motivo.
Metade dos traumas do divórcio é que alguém ficou com aquele medo preguiçoso de transparecer o fim.
E quem é deixado para trás passa o resto dos dias buscando entender o que aconteceu, remoendo o desfecho, carregando o ressentimento de que havia como continuar e inventando motivos.
Não dê trabalho de ressurreição a quem dividiu a vida com você, dê a verdadeira causa do óbito.
É uma injustiça sumir, desaparecer, virar as costas.
O coração é um cartório.
Tem que reconhecer firma. Na entrada e na saída de qualquer relacionamento.
Caso foi homem para declarar o amor, tem que ser homem para encerrar o amor.
Caso foi homem para começar o amor, tem que ser homem para terminar o amor.
By:  Fabrício Carpinejar

sábado, maio 10

- FELIZ DIA DAS MÃES -


"Perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido.
E ela respondeu:
'Nada é mais volúvel que um coração de mãe'.
O filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente até que sare
O que partiu, até que volte
O que está cansado, até que descanse
O que está com fome, até que se alimente
O que está com sede, até que beba
O que está estudando, até que aprenda
O que está nu, até que se vista
O que nao trabalha até que se empregue
O que namora, até que se case
O que casa até que conviva
O que é pai, até que crie os filhos
O que prometeu, até que cumpra
O que chore, até que cale
O que me deixou, até que o reencontre."


domingo, maio 4

- UMA MADRASTA PIOR DO QUE AS DOS CONTOS DE FADA -





Muito tempo antes de a revolução de costumes da segunda metade do século 20 tornar corriqueiros os arranjos familiares compostos por pais e filhos de diferentes casamentos, as fábulas infantis já haviam cristalizado a figura da madrasta como o arquétipo da vilã. A contaminação da linguagem é tamanha que, nos últimos anos, muitas mulheres verdadeiramente dedicadas a amar e ajudar a criar filhos de outras mães começaram a ser chamadas de "boadrastas" - como se o "ma" de "madrasta" não carregasse a mesma raiz da palavra "mãe" e sim um índice de caráter oculto.

Se forem confirmadas todas as hipóteses levantadas até agora no caso do menino Bernardo, porém, a enfermeira Graciele Ugolini pode orgulhar-se de ser pior do que as madrastas de fábulas infantis que deram má fama ao posto. No caso da madrasta de Cinderela, por exemplo, temos uma mulher falsa e insensível que tratou a enteada relativamente bem até o marido morrer. Quando ficou viúva, transformou a menina em empregada da casa e deixou bem claro que ela não seria criada com as mesmas regalias das filhas biológicas. Foi uma péssima madrasta, mas não uma criminosa.

Já para Branca de Neve coube o trágico destino de ser criada por uma mulher vaidosa, invejosa e cruel. Mas, ao contrário de Graciele, ela preferiu transferir para outra pessoa, um caçador, a tarefa de matar a enteada. Anos mais tarde, quando ela entrega a Branca de Neve uma maçã envenenada, surge disfarçada como uma velhinha - e não com o rosto que a princesa teria reconhecido como o da mulher que ocupara por algum tempo o lugar da própria mãe. Graciele também não teve essa preocupação.

O crime de Três Passos pode ter revelado uma madrasta pior do que as piores fantasias de adultos e crianças, mas é bom lembrar que no Brasil real ainda cabe aos homens o papel de vilão mais comum nas mais trágicas histórias infantis. Estatísticas nacionais e internacionais apontam o pai e padrasto como principais agressores, seguidos pelo avô e tio. Como no caso de Bernardo, pessoas do núcleo familiar, ou muito próximas, e que têm acesso privilegiado às crianças.
Texto de Cláudia Laitano