domingo, junho 22

- ACREDITE EM VOCÊ -




Acreditar, acreditar, acreditar com o coração e a alma, e não se esquecer que nenhum sonho é fácil de ser realizado, é preciso ter o amor como base para fortalecer e motivar, só com amor você não desiste e mantém a esperança e paciência. Caminhe como se eles já estivessem sido realizados, isso aumentará o sentimento de satisfação e automaticamente aquela sensação que algo maravilhoso acontecerá, nunca sairá do seu ser. Acredite no seu potencial mesmo que aquele sonho parece distante, através do amor ele esta mais perto do que você poderia entender. Acredite em você, isso fará você acreditar que as pessoas também tem sonhos, pois quanto mais desejamos a felicidade das pessoas mais alcançaremos nossos sonhos. Você é amado.
By: Rhenan Carvalho

- O CAMINHO DE VOLTA -




Já estou voltando. 
Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. 
Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. 
Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.
Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. 
Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? 
No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". 
Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). 
É longe que só a gota serena. 
Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. 
Menos marca e mais tempo. 
E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? 
E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. 
E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. 
No São João, assamos milho na fogueira. 
Aos domingos, converso com os vizinhos. 
Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" 
Você provavelmente ainda está indo. 
Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". 
Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
~ Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.

quinta-feira, junho 12

- HOJE É UM DIA IMPORTANTE -





Hoje é o dia da namorada e do namorado. Dos namorados que já casaram há anos e dos que ainda não sabem, mas nunca mais irão se separar.
Hoje é o dia do futebol. Dos que jogam, dos que torcem e dos que simplesmente gostam de festa.
Hoje é dia de aniversário. De nascimento, de casamento, de despedida, de recomeço.
Hoje é dia de lutar e hoje é dia de descansar.
Hoje é dia de tudo. E é dia de nada também.
Por vários e diferentes motivos, hoje é um dia importante - como são todos os outros dias.
Espero que sua celebração ajude a construir algo melhor para todos, independente das nossas diferenças - como deveria ser em todos os outros dias.
By: Domenico Massareto

sábado, junho 7

Não perca tempo para ser feliz!





"Ser feliz é viver a vida sem pensar no amanhã, mas com responsabilidade.
ser feliz é deixar o coração escolher a pessoa certa sem ter pressa.
ser feliz é falar sem ter vergonha das pessoas que ama, e juntos começar tudo de novo em qualquer situação e circunstâncias!
Ser feliz é amar tudo que tem a sua volta e todo dia agradecer por tudo que tem em mãos e o que pretende conquistar.
Ser feliz é amar a si mesmo e jamais se desprezar por causa de uma outra pessoa, porque ser feliz é amar a própria vida!"

- SOMOS QUEIJO GORGONZOLA -



Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto.
No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”.
Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande.
Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia. O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre.
É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada. Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
By: Maitê Proença


domingo, junho 1

Junho, bem-vindo!




Bem-vindo Junho!
Que você traga paz de espírito e otimismo para quem acha que a vida anda sem graça.
Uma ótima dose de saúde para todos nós.
Muito amor para quem anda desiludido.
Muita força para quem está se achando fraco e determinação para quem quer vencer na vida!
Que junho venha com muitas vibrações positivas...

domingo, maio 18

- É triste não saber se nos veremos mais uma vez -




Se a professora soubesse que seria a última vez que veria o Bê sair pela porta da sala, ela certamente daria um abraço apertado e o chamaria de volta, para abraçá-lo uma vez mais.
Se o vizinho soubesse que seria a última vez que ouviria a voz do Bê, não tenho dúvidas de que prestaria mais atenção em cada gesto e olhar, para que pudesse visualizar estes instantes em seu pensamento, dia após dia.
Se o melhor amigo soubesse que seria a última vez que se divertiria com o Bê, com certeza brincaria uns dez minutos a mais, para lembrar para sempre que a infância é, definitivamente, a melhor fase da vida.
Se o parente que mora longe ou a madrinha que está por perto soubessem que seria a última vez que estariam ao lado do Bê, dividindo seu dia e seus sonhos, eles aproveitariam cada segundo para segurar bem apertado sua mão e lembrar que o amor sempre vence.
O mais triste é que a gente nunca sabe quando será a última vez.
Bernardo Boldrini, definitivamente, nunca foi um menino exigente. Em silêncio, só pedia um pouco de amor, de compreensão e de proteção. No sorriso doce, Bernardo expressava a sua própria tristeza. Com um pai ausente, na história do Bê, o herói de repente se tornou o seu maior algoz, capaz de cometer atrocidades.
Bernardo, como toda criança, sempre acreditou num mundo encantado. Nesse mundo de magia e encanto, a maior de todas as aventuras era brincar. Em sua inocência de criança, Bê imaginava um mundo de infinitas possibilidades, em que não existia fome nem maldade e o forte jamais oprimia o fraco.
Nesse mundo mágico, podia viver entre príncipes e princesas, podia correr livre e esbanjar alegria por florestas grandes e repletas de beleza. O mundo de fantasia sempre foi o refúgio nas horas em que a realidade era triste e difícil para Bernardo.
E, para embarcar nessa viagem, o passaporte de Bê era o seu sorriso e a sua esperança.
Nesse mundo mágico, não existe crueldade, não existe pai que abandona filho, nem gente grande que detesta criança.
O Bê embarcou numa viagem rumo ao mundo dos sonhos e da fantasia. Lá, ele sabe que pode percorrer livre e feliz por cidades habitadas por lindas bruxinhas, fadas e duendes. Lá, ele sabe que nas ruas toda criança tem direito a doses diárias de atenção e amor, pois ninguém é tratado com indiferença. Também sabe que, nas casas, famílias esperam ansiosas por suas crianças com beijos e abraços cheios de carinho e alegria.
E é exatamente nesse mundo de fantasia e magia que o Bê agora vai ficar. Com o seu jeito meigo e sorriso doce, o Bê vai continuar sonhando que em algum dia o mundo real não seja mais tão cruel.
Profundamente triste e chocado, como todos, diante dessa terrível tragédia. Luto em Três Passos e em todo o Rio Grande do Sul. Minha solidariedade com todos os familiares e amigos nesse momento de profunda dor e sofrimento. Que Deus console e visite a cada um. A fé e desejo de justiça é o que nos une.
(Dieison Groff é escritor, jornalista e ativista do combate à discriminação e ao bullying nas escolas.)

domingo, maio 11

- SEJA HOMEM PARA TERMINAR -


Se vai se separar, não arrume desculpas ou evasivas.
Não tente colocar a culpa no outro para ainda se sair como vítima.
Não transfira sua decisão, muito menos queira repartir a culpa.
Não fique cavando erros para sair ileso e diminuir sua pena.
Não procure aliviar a dor com eufemismos.
Não torture com falsas promessas para ganhar tempo, não sustente planos conjuntos.
Não escolha o melhor dia para evitar conflitos. Não há melhor dia para se despedir. Todo dia é ruim. Todo dia é triste.
Não diga “eu te amo” por convenção, como se fosse um cumprimento, para despistar o que já definiu em segredo.
Não perdure cobranças se já não deseja mais nada.
Não discuta por horas a fio por um preciosismo ou um deslize se não tem paciência.
Não imponha sua vontade se não tem vontade.
Não banque o tirano, o ditador, para encobrir o crime do desamor.
Não conte aos amigos o que sente se não conta antes para sua companhia.
Não mergulhe na omissão sob a alegação de que ela não vai entender.
Não pense por ela, não fale por ela, não está mais conectado para traduzir o que ela deseja.
Não faça fiado com o silêncio, não faça empréstimo com as lembranças, não invente de pagar as palavras com juros.
Seja direto, didático, claro.
Que encontre a coragem da simplicidade. A confusão neste momento gera covardia.
Sem teorias, sem defesa, sem chantagem, sem adiamentos.
Exponha que não ama mais ou o que está envolvido com uma nova pessoa ou que não tem mais interesse.
Mas assuma o ponto final, não finja que é uma vírgula.
Metade dos traumas da separação é que alguém saiu sem explicar o motivo.
Metade dos traumas do divórcio é que alguém ficou com aquele medo preguiçoso de transparecer o fim.
E quem é deixado para trás passa o resto dos dias buscando entender o que aconteceu, remoendo o desfecho, carregando o ressentimento de que havia como continuar e inventando motivos.
Não dê trabalho de ressurreição a quem dividiu a vida com você, dê a verdadeira causa do óbito.
É uma injustiça sumir, desaparecer, virar as costas.
O coração é um cartório.
Tem que reconhecer firma. Na entrada e na saída de qualquer relacionamento.
Caso foi homem para declarar o amor, tem que ser homem para encerrar o amor.
Caso foi homem para começar o amor, tem que ser homem para terminar o amor.
By:  Fabrício Carpinejar

sábado, maio 10

- FELIZ DIA DAS MÃES -


"Perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido.
E ela respondeu:
'Nada é mais volúvel que um coração de mãe'.
O filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente até que sare
O que partiu, até que volte
O que está cansado, até que descanse
O que está com fome, até que se alimente
O que está com sede, até que beba
O que está estudando, até que aprenda
O que está nu, até que se vista
O que nao trabalha até que se empregue
O que namora, até que se case
O que casa até que conviva
O que é pai, até que crie os filhos
O que prometeu, até que cumpra
O que chore, até que cale
O que me deixou, até que o reencontre."


domingo, maio 4

- UMA MADRASTA PIOR DO QUE AS DOS CONTOS DE FADA -





Muito tempo antes de a revolução de costumes da segunda metade do século 20 tornar corriqueiros os arranjos familiares compostos por pais e filhos de diferentes casamentos, as fábulas infantis já haviam cristalizado a figura da madrasta como o arquétipo da vilã. A contaminação da linguagem é tamanha que, nos últimos anos, muitas mulheres verdadeiramente dedicadas a amar e ajudar a criar filhos de outras mães começaram a ser chamadas de "boadrastas" - como se o "ma" de "madrasta" não carregasse a mesma raiz da palavra "mãe" e sim um índice de caráter oculto.

Se forem confirmadas todas as hipóteses levantadas até agora no caso do menino Bernardo, porém, a enfermeira Graciele Ugolini pode orgulhar-se de ser pior do que as madrastas de fábulas infantis que deram má fama ao posto. No caso da madrasta de Cinderela, por exemplo, temos uma mulher falsa e insensível que tratou a enteada relativamente bem até o marido morrer. Quando ficou viúva, transformou a menina em empregada da casa e deixou bem claro que ela não seria criada com as mesmas regalias das filhas biológicas. Foi uma péssima madrasta, mas não uma criminosa.

Já para Branca de Neve coube o trágico destino de ser criada por uma mulher vaidosa, invejosa e cruel. Mas, ao contrário de Graciele, ela preferiu transferir para outra pessoa, um caçador, a tarefa de matar a enteada. Anos mais tarde, quando ela entrega a Branca de Neve uma maçã envenenada, surge disfarçada como uma velhinha - e não com o rosto que a princesa teria reconhecido como o da mulher que ocupara por algum tempo o lugar da própria mãe. Graciele também não teve essa preocupação.

O crime de Três Passos pode ter revelado uma madrasta pior do que as piores fantasias de adultos e crianças, mas é bom lembrar que no Brasil real ainda cabe aos homens o papel de vilão mais comum nas mais trágicas histórias infantis. Estatísticas nacionais e internacionais apontam o pai e padrasto como principais agressores, seguidos pelo avô e tio. Como no caso de Bernardo, pessoas do núcleo familiar, ou muito próximas, e que têm acesso privilegiado às crianças.
Texto de Cláudia Laitano


quinta-feira, maio 1

- ESSE MENINO ERA SEU FILHO -




"Não posso nem chamá-lo de caro ou prezado, mas apenas usar seu nome: Leandro. Educação e respeito vão soar como cinismo. 

Tampouco posso chamá-lo pelo sobrenome para indicar formalidade. Perdeu o direito do sobrenome. Seu filho pequeno está enterrado em seu sobrenome para sempre. Ele carregava seu sobrenome, você não soube carregar coisa alguma dele.

Tenho enfrentado vários pesadelos desde que ouvi a notícia de que seu menino de 11 anos fora morto pela madrasta. 

Que seu menino foi posto numa cova às margens de um rio em Frederico Westphalen (RS), coberto pela terra quando deveria ser coberto pelo edredon para não passar frio de noite.

Seu filho foi enganado. Toda a vida enganado. Toda a vida humilhado. Na hora de seu fim, aceitou o passeio para longe de Três Passos porque jurava que receberia uma televisão. 

Quando seu menino acordar dentro da morte, ele vai chamá-lo. Assim como toda criança chama seu pai quando tem medo do escuro. Vai chamá-lo e onde estará?

Ele acreditava que você era o herói dele. Estava exagerando para pedir que o salvasse, não entendeu o apelo?

Você nem pai foi. Nem homem foi. Você foi o que restou.

Como médico, não acha Bernardo uma criança um pouco grande para fazer um aborto?

O que dirá para irmãzinha dele? Que Bernardo está no céu? Que é uma estrela?

Perdeu também o direito de mentir. É você e sua memória sozinhos no silêncio. Só resta a memória para quem matou a consciência.

Nunca encontrará perdão. Deixou Bernardo desamparado. Deixou Bernardo com as mesmas roupas curtas, o mesmo uniforme escolar surrado, desde que a mãe faleceu. Deixou seu filho mendigar atenção pela cidade. Pelo fórum. 

Não entendo o que leva um homem a anular sua família anterior por uma nova namorada. O sexo é mais importante do que a paternidade? A bajulação é mais importante do que a ternura? Queria estar disponível para festas? Cortar gastos?

Fingiu que Bernardo não existia para não atrapalhar a ambição da sua mulher? Fingiu que Bernardo não havia nascido para atender à exclusividade de sua mulher?

Filho não é escolha, é responsabilidade. Já casamento é escolha...

Se a mulher não gostava de seu filho, não deveria ter recusado o relacionamento?

Como seria simples. Bastava dizer "Ou meu filho ou nada!". É o que se fala no início do namoro.

Para você, nada.

Não é que você não tem mais nada, você não é mais nada. Abdicou de seu filho para ficar com alguém. Você não se contentou em abandonar sua família para criar uma segunda família, você aniquilou sua família para criar uma segunda família.

Obrigava Bernardo a esperar fora de casa até você chegar do trabalho, agora é você quem espera fora de casa. 

Obrigava Bernardo a lavar as mãos para brincar com a irmã. Pois tente lavar suas mãos agora para tocar no rosto dele. 

Tente todos os dias de sua paternidade. Sangue não sai com a culpa."
By: Fabrício Carpinejar 

sábado, março 29

- NUNCA É TARDE -




Acredito que os homens amam tanto quanto as mulheres. O que existe hoje em dia é uma dificuldade enorme de comunicação entre as pessoas. Primeiro porque ninguém está disposto a mostrar quem realmente é, as pessoas se aproximam criando personagens, usando máscaras. Numa época em que quase tudo pode ser comprado, criado, adquirido, disfarçado, porquê não disfarçar o ciúme excessivo? Por que não disfarçar o coração amargurado e carrancudo? 
Pois é, cuidado para não levar onça por gata!

As pessoas perderam a beleza da sinceridade, da espontaneidade, da cara lavada mesmo, sabe? Sem maquiagem, sem máscaras! O padrão da perfeição ficou estereotipado, e o que vai no coração ficou esquecido. Resultado: homens e mulheres maravilhosos, bem sucedidos e cada vez mais sozinhos. Só se toca no que é visto! O que vai na cabeça e no coração não atrai olhares!

Os homens amam, as mulheres amam… mas a linguagem do amor está mutilada! As luzes se apagam, o chuveiro é acionado, foi-se a mulher indefectível, foi-se o glamour da linguagem visual: já é noite! E o coração continua vazio, assim como os feriados continuam mais longos, assim como os natais continuam sem bonecos de neve (ainda que de brinquedo, para se pendurar nas árvores).

O que dá luz ao seu olhar é a vida que você escolheu levar! E se você não aprendeu ainda a linguagem do amor… nunca é tarde! Comece conhecendo alguém de olhos bem fechados!
By: Isabelle Andrade - texto original Os Homens Amam de Verdade?

sexta-feira, março 21

BEM-VINDO, OUTONO !



"O Pai, na sua infinita sabedoria, deu à natureza a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós a capacidade de recomeçar a cada novo dia. Fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender novas lições, vivenciar outras dores ou suportar velhos problemas, sorrir novos motivos e chorar outros, porque
amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
 Tudo isso são mudanças que passamos na vida e só não muda, quem nada aprende!"  

segunda-feira, março 17

- CANÇÃO DAS MULHERES -



Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. 

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. 

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. 

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. 

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. 

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. 

Que o outro sinta quanto me dói a ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida. 

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. 

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. 

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso. 

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou nem devo ser a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - Uma Mulher!
By: Lya Luft

segunda-feira, março 10

- O LAÇO E O ABRAÇO -


Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas? Se enrosca.
Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o abraço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento?
Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
By: Maria Beatriz Marinho dos Anjos