"Sou como um livro. Há quem me interprete pela capa. Há quem me ame apenas por ela. Há quem viaje em mim. Há quem viaje comigo. Há quem não me entende. Há quem nunca tentou. Há quem sempre quis ler-me. Há quem nunca se interessou. Há quem leu e não gostou. Há quem leu e se apaixonou. Há quem apenas busca em mim palavras de consolo. Há quem só perceba teoria e objetividade. Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim"
quarta-feira, novembro 20
TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS
Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma idé
eia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves.Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.
A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.
Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.
Reflita sobre isso!
Fonte: http://clinicaalamedas.wordpress.com/2013/08/25/teoria-das-janelas-partidas/
domingo, novembro 17
- TOLERÂNCIA E PACIÊNCIA -
"Com mais tolerância você expulsa a negatividade e adiciona paz ao seu dia a dia!
Violência, stress, egoísmo... Vivemos hoje em um mundo em que o mote é salve-se quem puder. Parece ter se tornado tão difícil, talvez até impossível, manter a integridade, a firmeza de caráter e outros princípios básicos de uma sociedade. A meu ver, atingimos um ponto crucial da evolução do nosso planeta e, somente passando por uma imensa transformação, a ordem reinará novamente.
É sabido que a ordem e o caos são duas faces de uma mesma moeda. Então, basta saber como virá-la. E agora é a hora de tentar fazer isso, como mostra tudo o que tem acontecido ao nosso redor. Mas o mundo lá fora nada mais é do que um espelho do que se passa em nosso coração. As pessoas têm vivido oprimidas por angústia, medo, ansiedade e inúmeras outras aflições que só desequilibram.
Cabe aqui repetir duas frases do grande líder indiano Mahatma Gandhi. "Seja a mudança que você quer ver no mundo", disse. E ainda: "Não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho". Portanto, se quisermos paz em nossa cidade, em nosso país e no mundo todo, precisamos primeiro encontrá-la dentro de nosso coração.
Assim, convido a um momento de reflexão: o que temos feito a não ser reclamar, reclamar e reclamar mais? Reclamamos do que nos acontece em casa, na rua e no trabalho, do vizinho, do governo, dos políticos, de tudo. E acabamos criando um círculo vicioso de queixas. Não é tão difícil romper com esse padrão nefasto de comportamento. É só querer criar um novo paradigma e começar a agir de modo diferente.
Minha sugestão é, a partir de agora, nos empenharmos em praticar a paz no dia a dia, inserindo-a em nossa vida de várias maneiras. Vamos começar levando-a para o nosso pensamento: daqui para a frente, lance um olhar mais tolerante sobre todas as situações e pessoas. Não julgue, não critique. Tente apenas aceitar os fatos como eles se apresentam.
Depois, vamos sentir a paz dentro de nós, recorrendo à compaixão, à compreensão e à empatia. Sentimentos negativos podem mudar se nos colocamos no lugar do outro e, de algum modo, nos identificamos com o sofrimento alheio. Nesse sentido, aliás, o amor pode ser um facilitador, já que temos uma disposição natural para compreender plenamente quem ou o que amamos.
Vamos também colocar paz na nossa fala, direcionando uma palavra gentil ao outro sempre que pudermos. A ideia é utilizar a peneira da bondade e, se for o caso, até falar menos, mas nos mantendo coerentes com aquilo que realmente precisamos neste momento.
Vamos, ainda, agir pela paz ajudando quem precisa, não revidando uma agressão, cultivando a paciência e a tolerância, oferecendo gratidão e reconhecimento, assim como usando a nossa criatividade para buscar soluções que beneficiem a todos. E, finalmente, vamos compartilhar a paz incentivando outras pessoas a adotar as mesmas atitudes.
Quem tem paz é feliz - e quem é feliz respeita a si mesmo e aos outros. É assim que pode nascer uma nova civilização. Em outras palavras, pode ser a nossa chance de salvar nosso planeta, tão ameaçado. Que tal começarmos já a formar uma corrente do bem, na qual cada elo será formado por uma pessoa realizada em todos os sentidos, capaz de projetar muita energia positiva ao seu redor? Dessa maneira, juntos, faremos a diferença para um mundo melhor. Conto com você!"
MARCIA DE LUCA é especialista em ioga, meditação e ayurveda e uma das idealizadoras do movimento Yoga pela Paz.
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domingo, novembro 10
QUEM SOU EU?
Quem sou eu?
Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.
Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.
Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.
Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou a pé.
Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.
Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
- Martha Medeiros.
terça-feira, novembro 5
- O MEDO DE MUDAR -
Mudar sempre implica em riscos, razão pela qual a maioria das pessoas permanece na chamada "zona de conforto".
Mesmo querendo outras coisas ou até mesmo sofrendo (e têm muitas pessoas que se acostumam com o sofrimento), os medos do desconhecido paralisam as pessoas.Elefantes, quando pequenos, são atados a uma corrente presa a um pequeno pino pregado na terra.
Quando crescem, o pino não precisa ser muito maior. O que acontece é que eles aprendem que não podem se soltar, passam a acreditar nisso e logo desconhecem a força que têm.
Muitos de nós também somos assim. No picadeiro da vida, para trocarmos de trapézio, existe uma pequena fração de tempo em que temos que largar as duas mãos, e este momento é que traz o medo e a insegurança nas pessoas.
Decisões sempre implicam em risco, pois sempre trazem consigo ganhos e perdas, assim como as indecisões também, estas, muitas vezes, cobram mais caro.
Cabe então analisar os prós e contras, os riscos x possíveis benefícios, e aí tomar as decisões.
Quando se faz o que sempre se fez, se tem sempre os mesmos resultados, se estes resultados estão bons continue fazendo; se estão ruins, os aceite e/ou acostume-se com eles ou MUDE. Acredite, não existem outras alternativas.
E nunca se esqueça que o Universo lhe dá exatamente aquilo que você acredita que merece!
Portanto, trate de se valorizar, cuide mais da sua auto-estima e assim, terá certeza absoluta de que você merece muito mais.
Mexa-se, tome alguma atitude, pois a vida não irá bater na sua porta te chamando para ser feliz. MUDE! - Walter Merino -
sexta-feira, novembro 1
- PERDOAR FAZ A VIDA VALER A PENA -
"Perdoar é caminhar através da dor.
É aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é:
um ser humano e não divino, alguém que pode pisar na bola.
Pode não cumprir o que se espera dele.
Para perdoar é fundamental enxergar o outro como um todo.
É preciso separar o erro que foi cometido daquilo que é maior naquela pessoa.
Ele cometeu um erro, nao é o erro.
A capacidade de perdoar não é um talento nato,
é uma coisa que você desenvolve ao longo da vida.
Quanto mais madura a pessoa é, mais capacidade ela tem de perdoar.
As pessoas amadurecidas toleram mais, entendem mais o que é
um relacionamento, o que pode esperar da outra pessoa.
Quem nunca perdoa com certeza está sofrendo.
Deve ter uma série de situações do passado que não conseguiu resolver.
Com o tempo, foi ficando dura, inflexível. É preciso se exercitar
para manter a capacidade de perdoar.
O perdão é importante para o bem-estar mental, sim.
O perdão tem a ver com qualidade de vida, com estabilidade emocional.
Tem gente que não perdoa e continua remoendo a situação por muito tempo,
mesmo quando o outro já mudou de vida, ou nem está mais aqui.
Essas pessoas colocam no outro a culpa por toda a sua infelicidade.
Isso ocorre muito: a pessoa cria um algoz, um sequestrador,
alguém que é a causa do seu sofrimento.
Se conseguir perdoar sai do cativeiro.
Existem passos para chegar ao perdão.
Um dos exercícios mais importantes é se colocar no lugar do outro.
No caso de uma traição, por exemplo, a mulher pode tentar se colocar
no lugar do homem e ver o que aconteceu, pela perspectiva dele.
Pode ser que tenha sido um deslize, um impulso,
uma outra necessidade que ele foi suprir.
O que aconteceu pode ter a ver com a história anterior dele,
com outras relações amorosas, com desejos inconscientes,
coisas que às vezes nem o outro entende.
Outra coisa importante nesse exercício é perceber
como o outro está te vendo. Com certeza você está se sentindo
traída, mas é possível que ele também esteja.
Entender isso pode ajudar no processo.
Às vezes a pessoa não perdoa porque, quando olha o outro, só enxerga dor.
Esse é o problema.
Se tudo que ela enxerga no outro é dor, é porque a dor é dela.
A atitude do outro pode ter reavivado essa dor, mas o sentimento
sempre esteve ali. Existem várias pessoas que puderam perdoar
porque localizaram a origem daquela mágoa.
Daí entenderam como essa dor chegou e se instalou com tanta força.
Não, não é necessário perdoar sempre.
As religiões defendem isso. Mas existe também um compromisso com a vida.
A autopreservação é o mais importante.
Quem perdoa o tempo todo, sem parar, pode provocar um estado
de humilhação prejudicial à sua auto-estima.
Antes de mais nada, qualquer pessoa tem que se respeitar como ser humano.
Existem coisas imperdoáveis, e elas são diferentes para cada pessoa.
É preciso respeitar esses limites.
O perdão pode ser só interno ou precisa ser colocado para fora.
Existem situações em que é preciso externar o perdão.
Se você não diz que perdoou, o outro pode continuar se sentindo culpado,
e fica difícil restabelecer um vínculo. Em outras ocasiões quando não existe
chance de reconciliação, o perdão não precisa ser externado.
Na hora que perdoa, sente um alívio que tem a ver com ela, não com o outro.
É como se tomasse um banho.
E aí pode tocar a sua vida de um jeito melhor."
- Psicoterapeuta Luiz Cuschnir -
- GUARDE EM SEU CORAÇÃO -
"O centro de seu coração é onde a vida começa, o lugar mais bonito do mundo."
Rumi
''A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato."
Mahatma Gandhi
"Em tempos que já vão longe,
você recebeu uma passagem gratuita no trem da vida para percorrer os jardins deste Planeta lindo e florido.
Sua vida, portanto, é uma viagem fascinante, sem retorno, cheia de maravilhas, de novidades, de surpresas.
Ao invés de ficar dormindo no seu assento, ou reclamando contra os solavancos do comboio, curta cada instante desta inesquecível jornada. Sua vida é a sua fantástica aventura." Lauro Trevisan
"Junte-se aos que cantam, contam histórias, desfrutam a vida e tem alegria nos olhos. Porque a alegria é contagiosa, e sempre consegue impedir que os homens se deixem paralisar pela solidão, depressão e dificuldades.
Junte-se àquele que em frente, mesmo que seus olhos estão cheios de lágrimas." Paulo Coelho
"Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade."
Georges Bernanos
domingo, outubro 27
- VAMOS SER FELIZES AGORA -
"Eu penso que as melhores coisas da vida são de graça: Um sorriso, um abraço, um olhar, um carinho, uma amizade, uma palavra, uma atitude, o vento no rosto, cheiro de terra molhada, a beleza de uma flor, o luz do sol e o brilho da lua.
E por serem de graça, muitas vezes passamos pelos caminhos da vida com tanta pressa, que não paramos para reparar nessas coisas, por isso, vamos caminhar devagar, o importante não é chegar primeiro, mas sim chegar, quem anda com pressa não repara ao redor, mas quem anda devagar, tem o privilégio de admirar, de sentir, de tocar e de viver as melhores coisas da vida, assim a caminhada será mais leve e chegaremos lá, com a certeza de que pelo caminho tivemos o cuidado de Deus nos proporcionando lindas surpresas enquanto caminhávamos."
- SE NÃO QUISER ADOECER -
Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.
Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.
Dr. Dráuzio Varela
sábado, outubro 19
- TEMPO, TEMPO, TEMPO -
''Acredito que tudo na vida tem um tempo determinado.
Tempo de crescer, de amadurecer, de rever seus valores, suas idéias e crenças.
Tempo de se permitir, tempo de chorar, tempo de sorrir, tempo de ser do mundo, e tempo de ser sozinha.
Agora é tempo de viver, e não simplesmente viver por viver; chegou o tempo de perdoar, de se perdoar...tempo de experimentar, conhecer, descobrir, sorrir, abraçar, beijar...
Tempo de não ter vergonha, de querer bem, seja lá quem...
Tempo de querer com mais doçura, de cuidar com mais carinho,
Tempo de estar em paz: Comigo, com você, com o MUNDO.''
- VINICIUS DE MORAES - 100 ANOS!
- PARA VIVER UM GRANDE AMOR -
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva obscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, p. 130.
domingo, outubro 13
- O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS -
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daquipara a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jaboticabas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas jaboticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade.
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
- Teólogo e escritor Ricardo Gondim
- SEJA SEMPRE VOCÊ -
"Seja você com todos os seus defeitos, com tuas neuras,
com teus pesadelos e aprenda a manejar a felicidade trabalhando teus sonhos na vida real, colocando em prática a arte de se apegar nas pessoas que te acolhem,
que estão ao seu lado apesar do seu mau-humor repentino,
apesar das incertezas, dos percalços.
Esteja com aqueles que te olham por dentro sem se importar com o que você carrega no bolso, no banco, no cofre ou na mão."
- PARA SEMPRE -
"- Prometo ajudá-lo a amar a vida.
A sempre abraçá-lo com carinho.
E a ter a paciência que o amor exige.
A dizer as palavras quando precisar delas
e a ficar em silêncio quando não precisar.
A concordar em discordar sobre o bolo.
E a viver no calor do seu coração e chamá-lo de lar.
- Prometo amá-la loucamente
em todas as formas, agora e para sempre.
Prometo não esquecer que é um amor para a vida toda.
E sempre saber no fundo da minha alma,
que qualquer que sejam os desafios que nos separem,
sempre voltaremos um para o outro."
sexta-feira, outubro 11
- O QUE É VIVER BEM -
Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem.
Ela disse: "Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo para você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando ...velho. Eu não digo. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga para você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence o outro.
Então, silêncio!
Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou?
Posso dizer que sou a terra e nada mais quero ser.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procurar superar todos os dias a minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo que tudo parece desabar, cabe a mim entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho da vida, que o mais importante é o decidir".
- Cora Coralina.
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