domingo, abril 28

- BONITO É SER FELIZ! -




"Há coisas bonitas na vida! Sim..

Mas, bonitas são as coisas vindas do interior de cada um, as palavras simples, sinceras e significativas.

Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos, o beijo soprado...

Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa 
ou as noites enluaradas de verão em que quase todos passeiam...

Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente  ao amigo, amiga, 
namorado, neto...

Bonito é achar a poesia do vento,
das flores, do mato, dos animais e das crianças.

Bonito é chorar quando sentir vontade e deixar as lágrimas 
rolarem sem vergonha ou medo de crítica.

Bonito é gostar da vida e se deixar viver de um sonho.

Bonito é ver a realidade da vida, sem 
nunca ser extremista, e acreditar na beleza de todas as coisas.

Bonito é a gente continuar sendo gente com G maiúsculo em 
qualquer situação, principalmente nos momentos de dificuldade.

Bonito é você ser você...
nesta bonita vida..."

A.D.



sábado, abril 27

- A TIPOLOGIA DUM HOMEM "CADINHO" -



COM TODO RESPEITO:


Quando o assunto é novelas, não há quem se mantenha imparcial: há os que as amam e há os que as odeiam e eu pertenço às duas categorias de expectadores, sendo que será  apenas a novela e seus personagens que me direcionarão ao amor ou ao ódio.
E é baseada nessa premissa que, embora haja os que fiquem indignados comigo por eu perder o tempo e as letras com elas, percebo que sempre ganho mais alguns leitores, ainda que sejam eles leitores ALGO INCOMODADOS, insatisfeitos com o meu tema nada agregador.
Mas hoje vou falar dum personagem que talvez nos agregue algo, às mulheres ao menos, um tipo, tipo comum na vida, e hoje grande sucesso de novela, porém muito longe de ser um ser culturalmente normal como pensam os machões: os homens poligâmicos "tipo Cadinho".
(...) Ah, penso, quem sabe, até ser o sonho de consumo da mulherada mais moderna, entre as quais não me incluo.
Claro, se hoje levarmos em conta que há muito mais "ajuntamentos" do que "casamentos", daí não poderemos configurar o tal Cadinho e seus seguidores como polígamos.
São viciados atletas que se enroscam e sobrevivem nas incontáveis e perigosas seduções femininas e colecionam mulheres conquistadas como troféus dum acervo de heróis.
O mais interessante é que nem sempre são belos e cultos mas quase sempre têm bolsos compatíveis com sua personalidade excêntrica de fiéis conquistadores e "bancadores de mulheres espertas" que os amam de paixão, incondicionalmente, pois um homem verdadeiramente Cadinho sempre faz com que suas amantes se  sintam únicas e insubstituíveis na vida deles.
Todavia os Cadinhos são merecedores da esperteza das mulheres, ara se são!
Impecáveis peritos na arte de enganar, todavia, quase sempre amam de verdade todas as suas "presas", não admitindo em hipótese alguma a vida sem uma delas.
São homens que só se sentem felizes com um "harém" a lhes desejar intensamente, e tão logo garantem mais uma amante já partem para a conquista de outra candidata  para exercitarem sua masculinidade algo doentia.
Jamais perguntam "foi bom prá você?" pois sequer cogitam serem ruins naquilo que se esmeram por fazer.
Não são homens feitos para esposas, obviamente, uma relação monótona demais que o fazem adoecer de tédio.
Não são necessariamente "maus-caráter" porque são  honestos no todo dos seus todos sentimentos. São excelentes amantes, embora inseguros ao extremo.
O tipo Cadinho, nestes tempos de crise, corre sérios riscos de  ficar sem bolso e sem suas amantes que quase sempre se tornam amigas inseparáveis para desmascará-lo a tirarem bom proveito do seu bolso em conjunto, baseadas na  suposta traição coletiva que ele nunca admitirá.
Saibam, homens "Cadinhos" não traem nunca, porque se julgam inteiramente fiéis quando  a serviço de todas as mulheres do mundo; sentem-se um verdadeiro presente na vida de todas elas.
São matematicamente corretos e parecem  pedir desculpas ao mulherio pela desproporção mundial de sete mulheres para cada homem.
São homens extremamente altruístas e pedagógicos, eu explico: às duras penas ensinam que o pior castigo para uma amante dum "homem- Cadinho" é ser elevada ao status de esposa. Será o fim da linha para um ser mulher, posto que a amante que antes tinha um homem atlético ao se tornar esposa perderá o atleta e nele jamais encontrará um marido.
Por que, mulheres, um homem tipo-Cadinho é um ser que não tem cura: é da natureza dele ser cada vez mais Cadinho para o resto da vida dele e delas, nem que for só no pensamento.
Para um "homem-Cadinho" a vida é só sexo, e o tempo jamais será o seu limite.
Só se a Natureza "de baixo" trair a sua genética predominante.
Daí, ara, coitadinho!
O homem se transformará num Cadinho caidinho, ou seja, "trágica e caidamente" morto.
(...)E boa sorte a todos!
Afinal, se a vida tende a ser uma eterna novela, ao menos nos intervalos, seja ela uma plena aventura! 
MAVI - Recanto das Letras
Código do texto: T3795394 

sexta-feira, abril 19

- Coisas que a vida ensina depois dos 40 -






Amor não se implora, não se pede, não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros para você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
- Artur da Távola -


segunda-feira, abril 8

- TÃO LONGE, TÃO PERTO -



As relações à distância nos ensinam jeitos esquecidos de gostar.

Uma vez, faz tempo, tive uma namorada em outra cidade. A cada quinze dias eu subia no avião e a visitava. Era delicioso aquilo tudo – pegar o avião, ser esperado na chegada, matar a saudades e trocar novidades, que sempre eram muitas. Além da relação com ela, havia o contato com a cidade dela, os amigos dela, os lugares que ela preferia. Eu gostava. Quando acabou o namoro, como as coisas boas às vezes acabam, senti falta de tudo. Da mulher, do avião, da cidade. Sobretudo, me fez falta o hiato romântico dos fins de semana intercalados. A vida com ela era mais rica.
Em tempos de internet e passagens baratas, estão se tornando alegremente comuns as relações à distância como a que eu tive. Um dos meus amigos namorou recentemente uma moça de Brasília. No trabalho, um colega tinha namorada no Rio. Faz tempo que não sei de ninguém à minha volta que esteja namorando no exterior, mas deve ser pura coincidência - isso se tornou quase banal nos últimos anos. Ela em Paris, você em São Paulo. Ele em Estocolmo, você por aqui – em Goiânia, Porto Alegre ou Salvador. Geografia não é mais destino. 

Tem gente que, mesmo casada, passa longos períodos longe do marido ou da mulher. Meses. Nessas temporadas de sublimação, a relação vai de carnal a virtual. Desmaterializa-se, mas segue - pelo Skype, pelo Facebook, pelo email. Casais que vivem assim aprendem a esticar os laços sem rompê-los. Descobrem que sentimentos e compromissos são mais elásticos do que a gente imagina. Assim como a tolerância mútua.

O manual dos cínicos sugere, em sua infinita indelicadeza, que morar longe um do outro – bem longe - é a melhor maneira de manter uma relação duradoura. Quanto menos as pessoas se virem, quanto mais curtos os períodos de extrema convivência, (mesma casa, mesmo banheiro, mesmo cama), maior as chances de que continuem a gostar uma da outra. O arranjo perfeito, desse ponto de vista, seria viver em Ipanema e ter a cara metade morando em Dubai, a 14 horas e 55 minutos de distância num voo sem escalas. Não haveria sequer a possibilidade de entediar o outro com as reclamações diárias sobre o trabalho, via internet. Quando você chegasse em casa, às 8 da noite, seriam quatro da manhã por lá. 

Os cínicos são engraçados, mas mesmo eles sabem que ninguém escolhe viver uma paixão à distância. Isso simplesmente acontece. Uma hora você teve de vir e a pessoa não pôde ou não quis acompanhar. Ou foi o contrário? As amarras práticas da vida são muitas e frequentemente incontornáveis, ao menos de forma instantânea. Conheço gente que fez loucuras para juntar-se de uma hora para outra ao parceiro no exterior, mas são notáveis exceções. E todas tinham menos de 30 anos. Mais anos significam mais laços, e maior dificuldade em desvencilhar-se deles. Tem de ter muito desapego para jogar uma vida pronta para o alto e começar outra do zero, por amor. Em geral as pessoas levam meses ou anos construindo pontes que permitam fazer a travessia.

Enquanto não se juntam, os amantes distantes têm experiências notáveis. Encontrar-se a cada par de semanas ou de meses, mesmo uma vez por ano, propicia momentos de enorme romantismo. Um dia você pode se achar parado numa plataforma de trem em Paris, com um buquê de flores na mão. Ou namorando num quarto de hotel suíço, enquanto a neve se acumula na janela. E não se trata apenas de viajar. Quase tudo ganha outro significado. Trocar emails cheios de saudades, manter longas conversas na noite de domingo, mandar presentes pelo correio. Isso tudo é dolorosamente bom. A distância faz crescer a presença do outro dentro de nós, num paradoxo de inspiração newtoniana. Quanto mais longe, mais perto. Quanto menos visível, mais presente. Não é o tipo de coisa que funciona indefinidamente, mas enquanto estamos apaixonados é divino. 
Isso pode soar meio antiquado, mas a contenção dos sentidos, a impossibilidade do uso do corpo, produz na gente uns refinamentos sentimentais que eu acho bonitos. 

À distância, em vez de lidar com um ser humano de carne e osso, a gente se relaciona com uma versão imaterial da outra pessoa. O parceiro passa a ser feito de palavras, lembranças e emoções. Nos dias de hoje, em que tudo ficou exageradamente material, isso é uma tremenda novidade. Obriga a perceber o outro de uma maneira que se preocupa mais com a essência do que com a aparência. Permite estimular sentidos e habilidades tão humanos quanto o olhar e o toque, mas que andam negligenciados pela cultura do instantâneo. O espírito prevalece temporariamente sobre a carne. Computadores, câmeras e microfones aproximam, mas eles não equivalem à presença física. Mesmo com vídeo, relações à distância continuam platônicas e idealizadas. É bom que seja assim, para variar um pouquinho. 

Mais de uma vez já me fizeram a pergunta, e a resposta me parece clara: esse tipo de situação não é para sempre. Nada é, mas os amores à distância sofrem de precariedade ainda maior. Eles são tão sublimes quanto frágeis, porque as leis da Física são fortes ao nosso redor. Os outros corpos nos atraem e tendemos a construir na nossa vizinhança. Emocionalmente, o espaço criado por relações imateriais trabalha contra elas. Não se trata de uma questão de chifres ou traições. Acho que as pessoas que se amam e vivem longe uma da outra aprendem a lidar com a fidelidade de outra maneira. O problema real é ser atraído a fazer a vida com quem está por perto. O problema é a vontade de transformar em realidade a expectativa de uma vida comum. O problema, enfim, é a brevidade da nossa existência e o desejo de fazer com ela aquilo que todo mundo faz: dormir junto, montar casa, fazer filhos, ter uma família. A existência humana em toda parte está baseada em convívio e rotina. No longo prazo a necessidade dessas coisas se impõe – ao menos enquanto a tecnologia (quem sabe?), não nos ajudar a fazer de outro jeito. 

Mesmo assim, ou talvez por causa de todos os problemas, eu recomendo. Da minha breve experiência de namorar na ponte aérea ficaram lembranças e percepções bonitas. Os amigos e amigas me contam experiências ainda mais tocantes, registradas em diferentes idiomas e paisagens. Eu gosto disso. É um dos privilégios de viver num mundo globalizado e num planeta cortado por aviões. Os meus avós (seus bisavós, provavelmente) se casavam com pessoas que viviam a menos de dois quilômetros de distância. E viviam sob regras morais e sociais que inibiam qualquer experimentação. As possibilidades de escolha eram reduzidas. Hoje temos acesso ao mundo inteiro, e a cultura nos permite fazer o que quisermos. Não é o caso de viver o tempo inteiro como se ainda estivéssemos no século XIX, não? (Ivan Martins - Colunista Revista Época)

- HOMENS DEEM VALOR -





Olhe pra sua namorada. Agora responda: Quantas caras você acha que ficariam com ela ? Quantos você acha que ficam encantados com aquele sorriso que só ela tem? Devem ter vários, né? Você não sabe quem são, mas existem. E apesar disso, ela encontrou você. Na verdade, ela te escolheu. É, você! Que não é nenhum príncipe, cheio de falhas e imperfeições. E mesmo assim, ela insiste em te chamar de "príncipe", de "perfeito". Muito boba, né? Ela te ama assim, exatamente do jeito que você é, imperfeito. Agora, eu te pergunto: tem dado valor? Muitos invejam você e estão só de olho, esperando seu primeiro vacilo para atacar. E aí, amigo, vai esperar para vê-la nos braços de outro? Sorrindo das piadas de outro? Fazendo um cafuné em outro? Bate até uma pequena raiva só de imaginar, né? Agora vai lá, dá um beijo nela e diz que a ama. Liga só pra saber como ele está. Dê valor enquanto tem, porque quando perder amigo, só vai sobrar arrependimento. - Autor desconhecido -

sábado, abril 6

- RELACIONAMENTOS -





As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá para fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente. - Clarissa Corrêa -

- AMOR - AMOR - AMOR -






O amor, na essência, necessita de apenas três aditivos: correspondência, desejo físico e felicidade. Se alguém retribui seu sentimento, se o sexo é vigoroso e se ambos se sentem felizes na companhia um do outro, nada mais deveria importar. Por nada, entenda-se: não deveria importar se outro sente atração por outras pessoas, se outro gosta de fazer algumas coisas sozinho, se o outro tem preferências diferentes das suas, se o outro é mais moço ou mais velho, bonito ou feio, se vive em outro país ou no mesmo apartamento e quantas vezes telefona por dia. Tempo, pensamento, fantasia, libido e energia são solteiros e morrerão solteiros, mesmo contra nossa vontade. Não podemos lutar contra a independência das coisas. Aliança de ouro e demais rituais de matrimônio não nos casam. O amor é e sempre será autônomo. - Martha Medeiros -

sexta-feira, março 29

- DESAPEGOS -





Dizem alguns filósofos e também os budistas: o apego é a causa de todas as nossas dores emocionais. Concordo, mas faço ressalvas. O apego também provoca inúmeras alegrias e satisfações. Não faz sentido evitar filhos, paixões e amizades a fim de se proteger de tristezas, preocupações e frustrações. Passar uma vida inteira desapegada das pessoas seria entregar-se ao vazio existencial – e nunca ouvi dizer que isso gerasse bem-estar. Desapegar-se em troca de paz é uma falácia, só demonstra covardia de viver.

Não haveria um caminho do meio? Xeretando ainda mais os livros de filosofia, encontrei algo do romeno Cioran que me pareceu chegar bem perto de uma saída para o impasse. Diz ele que a única forma de viver sem drama é suportar os defeitos dos demais sem pretender que sejam corrigidos.

Eis aí uma fórmula bem razoável para não se estressar. Apegue-se, tudo bem, mas com 100% de tolerância. Em tese, é perfeito.

Em menos de poucos segundos, consigo listar tudo o que me incomoda nas pessoas que mais amo. Conseguiria listar também o que me faz amá-las, é claro, mas o ser humano veio com um chip do contra: os defeitos dos outros sempre parecem mais significativos do que suas qualidades. Depois de um longo tempo de convívio, aquilo que nos exaspera torna-se mais relevante do que aquilo que nos extasia.

Pois a recomendação é: exaspere-se, mas saiba que não vai adiantar. Nada do que você disser, nenhuma cobrança, nenhum discurso, nenhuma novena, nada fará com que os defeitos do seu pai, da sua mãe, do seu marido, da sua mulher ou dos seus filhos desapareçam num passe de mágica. Assim como os seus também jamais evaporarão, por mais que os outros rezem e supliquem pra você deixar de ser tão ........... (preencha os pontinhos). Você é capaz de reconhecer seu defeito mais insuportável?

Só mesmo passando uma longa temporada num mosteiro do Tibete para desenvolver a capacidade de aceitar tudo o que nos tira do sério. Seu filho indiferente, seu marido pão-duro, sua mãe mal-humorada, sua amiga carente, seu chefe durão, seu zelador folgado, sua irmã fofoqueira, seu colega chatonildo – imagine que paraíso se pudéssemos relevar essas e tantas outras diferenças, comungando com os defeitos alheios sem nunca mais esperar que os outros mudem. Deixar de esperar é uma libertação.

Pois não espere mesmo, pois ninguém vai mudar nem um bocadinho. Nem você, nem aqueles que você tanto ama, por mais que você pense que é fácil alguém deixar de ser ranzinza, orgulhoso ou o que for. Aceite todos como são e, aleluia: drama, nunca mais. Se conseguir, tem um troféu esperando por você, além de prêmio em dinheiro e uma foto autografada do Buda. 
- Martha Medeiros -


domingo, março 10

- A ARTE DE AMAR -


Sempre escutei que na vida só existem dois caminhos: O da dor e o do Amor. Os anos passam e, inevitavelmente, chegam as rugas da experiência... Tem gente que aprende fácil e não precisa sofrer tanto... Outros, mais renitentes, precisam de umas boas doses de "pancadas" da vida para acordarem e tomarem o rumo certo... Outros ainda, desperdiçam a temporada terrestre sem praticamente nenhum avanço significativo, uma grande pena... 


Experiência vem de experimentar, de experienciar, de viver... Lembro de um antigo dito popular: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém"... 

Com o tempo, verificamos que "devagar também é pressa", que não existe nada para ontem e que o mundo não vai acabar amanhã... 

Ouvimos mais e falamos menos, perdoamos mais, pois já erramos muito e damos mais Amor, pois reconhecemos que em todos estes anos recebemos o Amor da Vida das mais variadas formas... e que este Amor foi que nos sustentou até aqui... 

Começamos a entender coisas como "Vejam quem tenha olhos de ver" ... "Ouçam quem tem ouvidos de ouvir" ... Enfim... a vida é uma grande arte, uma grande escola... 

O mais importante é não desistir jamais e ter humildade o suficiente para saber que não sabemos tudo, que podemos aprender com uma criança, que podemos ser crianças, na ternura, na espontaneidade, na alegria, nos sonhos..., mas é bom não nos esquecermos de que de nada vale errar os erros errados e que sempre é melhor agir com acerto... 

Vence quem sabe o que quer, quem sabe querer... 

Na arte de Amar, só ensina quem sabe aprender!
*Marcos Bruce* 

sábado, fevereiro 23

- QUEM É O SEU AMANTE? -















Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um. 
Há também as que não tem, e as que tinham e perderam. 
Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, 
para me contar que estão tristes ou que apresentaram sintomas típicos de insônia,
apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver  e que não sabem como ocupar seu tempo livre. 
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: 
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?! 
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
"AMANTE"  é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. 
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso  "AMANTE"  em nosso parceiro, outras,encontraremos nas pesquisas científicas ou na literatura, na música, na política, na fotografia, no lazer com a família, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, 
na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....
Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..
E o que é "ir levando"? 
Ir levando é ter medo de viver. 
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando, é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!
Acredite: 
O trágico não é morrer, 
afinal a morte tem boa memória
e nunca se esqueceu de ninguém. 
O trágico é desistir de viver... 
Por isso, e sem mais delongas, 
procure um amante ...
A psicologia após estudar muito sobre o tema, 
descobriu algo transcendental: 
Para estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a Vida!"
*Jorge Bucay - Psicólogo*

- HOMEM QUE É HOMEM NÃO CHORA -





"Vc já parou para pensar no tamanho dessa caixinha, fechada, apertada e cheia de pressão que essa afirmação vomitada nos ouvidos de meninos desde que são ainda bem pequenos, quando ainda estão buscando entender o seu lugar no mundo?

Por que homem não chora?
Ou melhor, quais são os motivos que podem levar um homem ou mulher a chorar?

1. Chorar por uma conquista - Eu já chorei diante de uma conquista, quando em poucos segundos, passa um filme na cabeça com capítulos que lembram as dificuldades vencidas, momentos de dúvidas e incertezas superadas, das pessoas que duvidaram, das que apoiaram, além da vontade que as pessoas que vc ama estivessem ali presentes, presenciando aquele momento único de aplausos. Que homem no mundo não desejaria de viver momentos como este, chorando repetidamente em sua vida?

2. Chorar pela pressão - Eu já escrevi aqui que a pressão é parte da vida. Lutar contra isso representaria um esforço inútil. A verdade é que pouquíssimas pessoas aprendem de fato em como lidar com a pressão e acabam sucumbindo em sua falta de competência. Eu particularmente gosto da pressão e não sou o único. Sério! Gosto mesmo :) Nos parques de Orlando, onde morei nos últimos 3 anos, por exemplo, sempre preferi as atrações mais radicais, como montanhas russas, simuladores, dentre outros do gênero. No início, o medo é o seu companheiro de viagem, mas logo a adrenalina toma conta e no final vc quer dar mais uma voltinha… A vida de quem deseja crescer em alta perfomance a fim de atingir o melhor de seu potencial será inevitavelmente repleta de pressão ao invés do tédio da ausência dela. No entanto, em alguns momentos, quando PARECE que as coisas estão fora do lugar e vc se sente a pressão vindo de todos os lados, chorar faz muito bem. O choro a que me refiro não é uma expressão de "mocoronguice", mas sim uma espécie de renovação interna, ao colocar pra fora esta emoção que precisa ser transbordada através desta atitude que cura e que alivia o peso. Chorar é como confessar o que está dentro e acabar com o inutil da dissimulação. Eu já chorei assim e no outro dia, percebia que a minha convicção e foco estavam mais alinhados do que nunca! Nesses casos, não há 1 milímetro sequer de lamentação ou de lamúria, caminhos emocinais de quem não aprendeu com as dificuldades e ao invés de levantar-se, enfia a cabeça num buraco como um avestruz. 

3. Chorar de emoção - Eu não sou guiado pelos meus sentimentos, como muitos difundem sem nem saberem o que estão falando. Afinal uma hora os sentimentos estão em alta e outra hora em baixa. Uma mulher, por exemplo, no meio de uma TPM, pode tomar decisões movidas por sentimentos que na próxima semana todos eles terão desaparecido. No entanto, as consequências ficarão marcadas para sempre. Eu tampouco sou guiado pela minha razão, já que tenho o poder de manipulá-la através dos meus sentimentos que são especialistas em me trair. Por isso, decidi ser dirigido pelos meus pactos, meus compromissos, minhas alianças `as quais devo ser fiel em quaisquer circunstâncias, sejam elas boas ou ruins, deixando a conveniência de lado. Mas não ser manipulado por suas emoções não significa ser insensível. Eu chorei de emoção quando vi os meus filhos nascerem, quando vi liderados conquistando vitórias que antes pareciam impossíveis, quando vi, aos 10 anos de idade, a seleção brasileira de 1982 perder para a Itália por 3 x 2. Ainda me lembro daquelas emoções...

É muito bom não ser escravo de nenhum sofisma, mas por outro lado, existe um tipo de choro que é negativo. Aquele choro frequente que é recheado de murmurações, reclamações, lamúrias não acompanhadas de uma reação imediata. Se o choro não for para um esvaziamento interior para em seguida ser produzir novas atitudes e mudanças, ele passa a se tornar um vício, um subterfúgio de alguém que sempre vai tentar escapar pelo caminho da autopiedade, onde ele se sente a pior criatura do Universo e logo depois da seção de lágrimas e melecas saindo pelo nariz, estará ainda pior…

Homem chora. 
Mulher chora. 
Vencedores choram. 
Fracassados choram. 

Cada um deles tem motivos diferentes que não são simplesmente decorrentes dos resultados que colhem, mas muitas vezes, e não são poucas, os motivos, as causas que estão por trás desses sentimentos bem ou mal resolvidos é que acabam sendo os responsáveis por tantas vitórias ou tantas derrotas na vida.

Seja livre para chorar. 
Fuja da autopiedade.
Não seja escravizado por sentimentos. 
Valorize e seja fiel a suas alianças.
Esvazie-se do que não está lhe fazendo bem e encha-se do combustível para seguir adiante ainda com mais convicção.

Conquistar os seus sonhos depende muito mais disso tudo aí em cima do que muitos pensam." (https://www.facebook.com/CanalGeracaodeValor)


segunda-feira, fevereiro 18

- AME AS PESSOAS, USE AS COISAS -




"Nosso futuro é escrito por nossas próprias escolhas.
Não espere que tudo dê errado para tomar o rumo certo.
Se dê o direito de errar, mas não faça disso um hábito.
Ame as pessoas, use as coisas.
Sem inversão de valores."





''Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, e o que não mata com certeza fortalece.
Às vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer, a vida continua.
Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.

Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Nem todo mundo é tão legal assim, e de perto ninguém é normal. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder para aprender a dar valor e os amigos ainda se contam nos dedos. 

Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos. 

Não fique preocupado,  nunca se sabe quem está se apaixonando pelo seu sorriso.''





- SAUDADE -






"Saudade é verbo. Que ninguém duvide disto. Se até ‘verbo’ é substantivo, eu que sinto, defino.

Não guardo registros, para não gerar memória, e forçar saudades. Acredito que as maiores mágicas da vida não pedem explicações. Depois de explicados os encantos se desfazem, os brilhos nos olhos se apagam e a alma se esvai.

Duvido de tudo que insista em me definir ou se auto-explicar. Desconfio de tudo que seja intenso, que não tenha senso ou que finja gostar. Gosto de gente de verdade, que acorda com a cara amassada, olhos sujos e boca com gosto de noite dormida.

Coração não é terra de gente. É mar de pirata. É picadeiro de saltimbanco. É teoria demais para mentes pouco praticadas. É músculo que não sente dor, mas dói sempre que a mente conjuga saudade. Verbo irregular, pretérito imperfeito, uma das sete pragas do Egito, peste bubônica, lepra, câncer, ou, todo mal que há.

Felizes os que dormem noites tranquilas ou só sonham antes de dormir, livres assim de todos os pesadelos que os possam esperar. Viver é a arte de acordar, todos os dias, esperando apenas o jogo virar. É torcer para, na próxima esquina, aquele alguém, sei lá, de repente, te encontrar.

Amor é palavra que sentimento ou neologismo nenhum seria capaz de explicar. São conjuntos de sensações nervosas que cérebro nenhum consegue aguentar. Findando em saudade, como o encontro do rio com o mar.

Ah! Se todos os mistérios e segredos me fossem revelados. Ah! Se todos os meus desejos me fossem saciados. Se todos os meus sonhos fossem realizados. Se todos os meus passados fossem apagados, os presentes simplificados e os futuros unificados."
(Matheus Rocha)

sábado, fevereiro 16

*.*


"Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém
 neste mundo como você agora e nem nunca existirá.
 Veja só o respeito que a vida tem por você.
 Você é uma obra de arte — impossível de repetir,
 incomparável, absolutamente única."
 Osho
 
 
 
  
"Viver é muito bom, mas saber viver é melhor ainda." (Dona Canô)

 

quinta-feira, fevereiro 14

- VALENTINE'S DAY -



"Reconheça a oportunidade em cada momento. 
Torne este Valentine's Day mais um dia inesquecível."


"E as horas lá se vão, loucas ou tristes... Mas é tão bom, em meio às horas todas, pensar em ti... Saber que tu existes." 
*Mário Quintana*




‎"Amar é o sentir que vai além de uma opção.
É o pulsar lírico da poesia,
Como a mais bela vocação!"
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"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."

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Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante. O prazer está na invenção da própria alegria, porque é do erro que surgem novas soluções, os desacertos nos movimentam, nos humanizam, nos aproximam dos outros.
*Martha Medeiros*