"Que eu não perca a vontade de amar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir este sentimento."
"O TEMPO deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas, mas acima de tudo o TEMPO traz verdades."
"Sou como um livro. Há quem me interprete pela capa. Há quem me ame apenas por ela. Há quem viaje em mim. Há quem viaje comigo. Há quem não me entende. Há quem nunca tentou. Há quem sempre quis ler-me. Há quem nunca se interessou. Há quem leu e não gostou. Há quem leu e se apaixonou. Há quem apenas busca em mim palavras de consolo. Há quem só perceba teoria e objetividade. Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim"
"E mesmo que consigamos obedecer apenas aos nossos instintos mais naturais, com toda a liberdade que isso implica, ainda assim pagaremos um tributo ao sofrimento, simplesmente porque viver, seja da maneira que for, nunca é fácil."
E somos ternos em nossa essência, todos nós. (Até você que pode estar achando este texto um tanto brega, até você é terno, eu sei que é!).
Outro dia um homem me escreveu uma carta comovente. Dizia ter vivido 12 anos ao lado de uma mulher. Excetuando-se aquele período de paixão que caracteriza todo início de relacionamento, o resto do tempo que passaram juntos foi pouco estimulante. Almoçavam juntos, viajavam de vez em quando, transavam regularmente, riam das mesmas piadas, mas a verdade é que ele não prestava muita atenção nela. Havia se acostumado com sua presença.
"Sou uma besta", ele concluiu. Somos, meu amigo, todos umas bestas. A gente pode estar vivendo uma relação tranquila, satisfatória e afetiva, mas sempre tem a maldita janela nos chamando lá para fora, iludindo a gente de que há algo mais tentador, mais desafiante do que aquilo que temos nas mãos. Como muitos ganhadores de loteria que continuam a jogar, não nos basta o quão rico já estamos: queremos mais. E de olho no futuro, desprezamos o que temos de melhor, o presente. Eu já recebi cartas contendo problemas bem mais escabrosos, mas não minimizei a tristeza deste homem, pois sei como é duro descobrir tarde demais que se ama alguém. Além da dor da saudade, tem a dor de ter sido estúpido. Damos valor às pessoas apenas quando elas não estão mais por perto, os velórios chorosos estão aí para provar. Até inimigo sai falando bem do morto. Só que o morto já não pode escutar. Este homem não teve sua mulher de volta. Decidida, ela tomou seu rumo. "O que faço agora?" ele me pergunta. Sofra, meu caro. O sofrimento é a melhor penitência para não reincidir no erro. E da próxima vez, saia um pouco da janela. (https://www.facebook.com/#!/AprendendoComMarthaMedeiros?fref=ts)
A vida é fruto da decisão de cada momento.